Moeda norte-americana subiu 0,14% e fechou em R$ 5,0298, enquanto investidores aguardavam nova pesquisa eleitoral.

Dólar à vista encerrou sessão com variação positiva de 0,14%, a R$ 5,0298. No exterior, moeda subiu ante a maioria das divisas.
O dólar à vista fechou a quarta-feira (14) com variação positiva de 0,14%, cotado em R$ 5,0298, segundo informou a Reuters. A moeda norte-americana acumula baixa de 8,37% no ano.
Apesar da variação modesta ante o real, a divisa subiu ante boa parte das demais divisas no exterior. O movimento ocorreu após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que subiu 0,6% em setembro, conforme projetado por economistas ouvidos pela Reuters.
Após o resultado do CPI, os rendimentos dos Treasuries subiram e o dólar ganhou força ante outras divisas de países emergentes. Às 10h20, o dólar à vista atingiu a máxima intradia de R$ 5,0558 (+0,66%), período em que a moeda norte-americana também acelerava ante outras divisas emergentes. Durante a tarde, a moeda voltou a se aproximar da estabilidade ante o real.
Às 17h11, o dólar futuro para novembro — o mais negociado na B3 — subia 0,08%, aos R$ 5,0485.
Investidores no Brasil mantinham atenção na divulgação de nova pesquisa eleitoral pela Quaest sobre a disputa pela Presidência, programada para após as 18h. Na terça-feira (13), outras pesquisas, entre elas uma do BTG/Nexus, mostraram empate técnico no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pela manhã, Flávio Bolsonaro informou que participará do debate eleitoral promovido pela Band no próximo domingo, após ter afirmado na terça-feira que não iria ao evento. Lula já havia confirmado sua participação.
Flávio segue como o nome favorito de agentes do mercado financeiro, que veem em sua eleição a possibilidade de maior controle das contas públicas, ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste até o momento. Na visão de boa parte dos agentes do mercado, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu na semana anterior na redução de prêmios na curva de DIs e no recuo do dólar ante o real. Nesta semana, porém, o dólar já voltou a ser negociado acima dos R$ 5.







