Oferta maior dos Estados Unidos e perda de competitividade nas exportações reduzem cotações brasileiras no curto prazo

Mercado do milho enfrenta pressão sobre preços no Brasil por perda de competitividade nas exportações, maior oferta dos EUA e compradores internos sem pressa
O mercado do milho deve enfrentar pressão sobre os preços no Brasil no curto prazo, diante da perda de competitividade nas exportações, da maior oferta dos Estados Unidos e de compradores internos sem pressa para negociar, segundo análise divulgada nesta segunda-feira (5).
A combinação de preços mais baixos em Chicago, real mais forte e prêmios mais fracos reduz a competitividade do cereal brasileiro. Em alguns destinos, o milho dos Estados Unidos chega a apresentar preços inferiores aos do produto nacional.
Com a redução dos embarques, uma parcela maior da oferta permanece no mercado interno. Os compradores aparentam estar abastecidos e negociam sem pressa, enquanto os produtores demonstram maior flexibilidade nas condições de preço e prazo.
O câmbio, o relatório da Conab e as condições climáticas estão entre os fatores que podem influenciar as cotações nos próximos dias. Apesar da pressão observada, a demanda das usinas de etanol de milho e da produção de carnes continua firme.
Na quinta-feira (15), a Companhia Nacional de Abastecimento deve divulgar o primeiro levantamento da safra 2026/27, com as estimativas iniciais para o milho verão e a segunda safra.
O plantio rápido da soja abre uma janela mais favorável para a semeadura do milho segunda safra, reduzindo o risco de implantação fora do período ideal. Ainda assim, as condições climáticas permanecem no radar do mercado. O noroeste de Mato Grosso ainda precisa de chuva, enquanto os modelos indicam risco de precipitações abaixo da média em partes do Brasil em dezembro e durante o verão.
Caso o cenário de estiagem se confirme, o clima poderá voltar a dar sustentação aos preços mais adiante.







