Operação da PC-PR visa desmantelar esquema que usava delivery de drogas em Maringá e Sarandi, com coordenação via internet

Justiça expediu 57 mandados. — Foto: PC-PR
Polícia Civil do Paraná iniciou operação nesta quinta-feira (15) contra grupo criminoso com 57 mandados, sendo 21 de prisão preventiva
Um morador de Londres, capital da Inglaterra, é suspeito de coordenar o tráfico de drogas em Maringá e Sarandi, no Norte do Paraná. A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) divulgou a informação nesta quinta-feira (15), após iniciarem operação para prender 21 pessoas envolvidas com o esquema criminoso.
Segundo o delegado Leandro Munin, o homem — que não teve a identidade divulgada oficialmente — usa a internet para manter o controle das atividades e realizar o abastecimento. O delegado informou que irá notificar a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) para que ele seja encontrado e preso.
“Ele coordenava aqui os seus funcionários. Tinha o pessoal da distribuição, o pessoal da entrega e tinha vários entregadores que abasteciam a organização criminosa, que fazia o delivery. Identificamos que esse [suspeito] de Londres também utilizava as contas da sua filha para recebimento dos pagamentos da droga. Ela também foi alvo nessa operação”, disse Munin.
O objetivo da operação é desmantelar o esquema de tráfico. Os alvos dos mandados, além do coordenador, são pessoas que atuam no fornecimento, armazenamento, distribuição, financiamento, entregas e como operadores financeiros. Um investigado como importante fornecedor de entorpecentes teve o paradeiro identificado em Pontal do Paraná, no litoral do estado, a 529 quilômetros de distância de Sarandi.
No total, foram expedidos 57 mandados com endereços em Maringá, Sarandi, Pontal do Paraná e Franco da Rocha (SP). Deste número, 21 são mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 14 de busca e apreensão, 16 medidas de bloqueio de contas bancárias e uma medida de sequestro de veículo. Os crimes investigados são tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Segundo a PC-PR, a estrutura criminosa era responsável pelo abastecimento e distribuição de drogas nas cidades de Sarandi e Maringá, com sistemas de entrega na modalidade delivery. A investigação iniciou há um ano, em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a partir da prisão de uma pessoa que realizava o delivery da droga em Sarandi.







