Simbiose, Gênica e Agrivalle aproveitam proximidade geográfica e demanda por soluções microbiológicas em país com 3,5 milhões de hectares de soja

Empresas brasileiras de bioinsumos agrícolas fortalecem posições no Paraguai, impulsionadas pela proximidade geográfica e demanda por soluções microbiológicas em grande área de soja.
Empresas brasileiras de bioinsumos agrícolas ampliam sua presença no Paraguai, aproveitando o crescimento do mercado local impulsionado pela grande área de soja e demanda por soluções microbiológicas.
Simbiose, Gênica e Agrivalle estão fortalecendo suas posições em um mercado no qual a proximidade geográfica, as condições agrícolas semelhantes e um ambiente regulatório relativamente flexível oferecem oportunidades de expansão, segundo informações do setor.
A Simbiose, que atua no Paraguai desde 2015, exemplifica como empresas brasileiras podem transformar esse potencial em negócio consolidado. Segundo Felipe Fiorese, gerente de Negócios Internacionais do ecossistema Cogny, a empresa estruturou desde 2018 uma operação local dedicada, incluindo escritório, centro de distribuição e equipes responsáveis pelas áreas comercial, financeira e de desenvolvimento de mercado.
“O Paraguai é uma realidade para nós, não apenas uma oportunidade”, afirmou Fiorese, destacando a experiência e o conhecimento de mercado acumulados ao longo de quase 11 anos de atuação no país.
De acordo com Fiorese, a Simbiose é a maior empresa de bioinsumos do Paraguai em participação de mercado e ocupa posição de liderança em produtos microbiológicos.
O Paraguai possui mais de 3,5 milhões de hectares de soja, além de áreas significativas de milho e de outras culturas, como cana-de-açúcar, arroz e algodão. Essa base agrícola cria oportunidades para os bioinsumos em diferentes sistemas de produção, incluindo produtos microbiológicos para proteção de cultivos, manejo de nutrientes e saúde do solo.
A proximidade entre Brasil e Paraguai reduz custos logísticos e facilita a transferência de conhecimento técnico entre operações das empresas nos dois países. As condições agrícolas similares permitem que soluções desenvolvidas no mercado brasileiro sejam adaptadas com menor investimento em pesquisa e desenvolvimento para o mercado paraguaio.







