Plataformas de apostas burlam proibição com domínios internacionais no Brasil

Dez dias após banimento, bets ilegais continuam atuando por meio de sites sem '.br' e influenciadores nas redes sociais divulgam links para apostas.

Plataformas de apostas burlam proibição com domínios internacionais no Brasil
Plataformas de apostas continuam atuando no Brasil com domínios internacionais. Foto: CNN Brasil — Foto: Bets driblam proibição e ainda atuam no Brasil; entenda

Dez dias após o banimento em 6 de outubro, plataformas de apostas ilegais seguem operando para usuários brasileiros usando domínios internacionais e influenciadores em redes sociais.

Plataformas de apostas online continuam operando para usuários brasileiros dez dias após a proibição, que entrou em vigor em 6 de outubro. Segundo apuração, as bets utilizam domínios internacionais sem o final ‘.br’ como estratégia para burlar a fiscalização federal.

Influenciadores nas redes sociais divulgam links para apostas, operando em plataformas ilegais e não regulamentadas pelo governo. As empresas de apostas com registro brasileiro saíram do ar conforme determinado. As ilegais, apesar de não serem do Brasil, atuam no Brasil com os compartilhamentos dos usuários, conforme monitoramento do Ministério da Justiça.

A Secretaria de Direitos Digitais do MJ identificou 10 perfis no Instagram apenas nesta quinta-feira (15) divulgando bets. Todos foram derrubados. Desde o fim de setembro, 570 páginas nessa rede social foram bloqueadas pelo órgão federal.

A força-tarefa de monitoramento também retirou do ar 22 grupos no Telegram com 21.452 usuários e 1.576 sites com conteúdo relacionado a apostas ilegais. O balanço mais recente do ministério aponta que 24.783 sites, páginas, perfis e grupos foram removidos pela ilegalidade, atingindo total de 19,5 milhões de usuários, membros ou seguidores.

A medida provisória que proíbe bets no Brasil foi assinada pelo presidente da República e precisa ser aprovada no período estabelecido. Enquanto isso, a proibição já vale e o governo federal mantém as operações de bloqueio e monitoramento de plataformas que seguem operando ilegalmente no país.