Volume exportado alcançou 22,3 mil toneladas em setembro, alta de 155% ante agosto, porém 31% menor que no mesmo mês do ano anterior

Exportações de melão do Rio Grande do Norte e Ceará cresceram 155% em setembro na comparação com agosto, alcançando 22,3 mil toneladas
As exportações de melão do Rio Grande do Norte e Ceará aumentaram em setembro com o andamento da safra 2026/27, totalizando 22,3 mil toneladas, segundo dados do Comex Stat. Na comparação com agosto, o volume exportado cresceu 155%, e a receita avançou 171%, alcançando US$ 21,2 milhões (FOB).
Os principais destinos foram Países Baixos (52,5%), Reino Unido (33,8%) e Espanha (5,1%), de acordo com informações do Cepea. A campanha 2026/27 do Rio Grande do Norte e Ceará vem ganhando força e pode atingir seu pico em novembro.
Todavia, os resultados de setembro estiveram abaixo quando comparados aos do mesmo período da campanha anterior (2025/26). Na comparação setembro de 2026 com setembro de 2025, o volume exportado foi 31% menor, enquanto a receita recuou 28%. Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, esse desempenho está relacionado aos elevados custos de produção e de exportação neste ano, especialmente com frete marítimo.
Os custos elevados têm levado parte dos produtores a reduzir os volumes destinados ao mercado externo. Além disso, dois fatores têm limitado a produtividade: as temperaturas mais amenas durante a noite e problemas fitossanitários. As menores temperaturas noturnas prejudicam o desenvolvimento das plantas e reduzem a quantidade de crescimento de frutos, condições que não atendem o padrão ideal para exportar.
A mosca-minadora, praga mais incidente na melonicultura, favorecida pelas altas temperaturas durante o dia, também tem contribuído para reduzir a produção. O potencial produtivo caiu para 25 t/ha, 13% menor frente ao mês do ano anterior. O controle da praga exige aplicações mais frequentes de defensivos, elevando os custos de produção, que estão em torno de R$ 36,09 por caixa de 13 kg, conforme o Cepea.
Para os próximos meses, segundo agentes, os custos de produção devem continuar aumentando, principalmente em função da maior necessidade de aplicação de defensivos para o controle da mosca-minadora. A previsão é que as temperaturas sigam elevadas no Rio Grande do Norte e Ceará devido ao fenômeno El Niño. Em outubro, as exportações devem seguir registrando volumes altos, acompanhando o avanço da campanha 2026/27 e o fim da temporada produtiva espanhola. Espera-se que, com a campanha europeia se encerrando mais cedo que em 2025, o espaço para as frutas brasileiras seja maior neste último trimestre de 2026.






