Ibovespa cai 0,86% com pesquisa eleitoral e queda de WEG

Índice de referência fechou em 206.495,23 pontos após marcar máxima de 209.244,71. Investidores reagiram à pesquisa Quaest divulgada pelo O Globo.

Ibovespa cai 0,86% com pesquisa eleitoral e queda de WEG
Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira após ultrapassar 209 mil pontos

O Ibovespa recuou 0,86% nesta quarta-feira, a 206.495,23 pontos, após pesquisa eleitoral e resultado abaixo do esperado da WEG.

O Ibovespa recuou 0,86% nesta quarta-feira (21), fechando em 206.495,23 pontos, após marcar máxima de 209.244,71 nos primeiros negócios. O índice de referência do mercado acionário brasileiro oscilou em pregão de correção, atingindo mínima de 205.988, com volume financeiro de R$ 38,6 bilhões.

O cenário eleitoral dominou o comportamento dos investidores no mercado. A divulgação da pesquisa Quaest, pelo jornal O Globo, mostrou redução na vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno da eleição presidencial de 2026.

Segundo o levantamento, Flávio registrou 45% das intenções de voto e Lula 44%, permanecendo em empate técnico. Na pesquisa anterior, realizada uma semana antes, Flávio aparecia com 46% e Lula mantinha 44%.

A temporada de balanços corporativos também afetou as negociações. A WEG figurou entre as maiores quedas do dia após divulgar resultado do terceiro trimestre ligeiramente abaixo das expectativas do mercado.

Dados atualizados da B3 mostraram saída líquida de capital externo no dia 19 de outubro. O saldo positivo acumulado no mês caiu de R$ 20,99 bilhões até o dia 16 para R$ 19,98 bilhões até o dia 19.

Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, afirmou que o índice reagia diretamente ao noticiário político. “O Ibovespa, definitivamente e sem dúvida, está reagindo ao noticiário político. Quanto mais provável o cenário de reeleição, mais cauteloso fica o mercado.”

Segundo Xavier, o mercado deve apresentar movimento “mais lateral” até o fim da semana. “Acredito que não haverá grandes movimentos de alocação em um cenário tão próximo da eleição. Imagino que o mercado como um todo aguarde os resultados para fazer as movimentações necessárias em seus portfólios.”

Após a euforia inicial do primeiro turno, quando Flávio aparecia à frente de Lula, o Ibovespa tem oscilado sem direção única, com investidores ajustando posições antes do resultado das urnas no próximo domingo (27 de outubro).