Milho recua em Chicago e B3 após valorização do dólar da véspera

Contrato de janeiro na B3 perde 2,35% nesta terça; colheita americana chega a 60% e inspeções de exportação caem quase 10%

Milho recua em Chicago e B3 após valorização do dólar da véspera
Grão de milho

Contratos futuros do milho registram quedas expressivas em Chicago e B3 nesta terça-feira, revertendo parcialmente os ganhos de segunda-feira.

Os preços futuros do milho ampliaram as perdas na Bolsa de Chicago (CBOT) durante a manhã desta terça-feira (27), enquanto os contratos negociados na B3 também passaram a apresentar quedas expressivas. O movimento contrasta com a forte valorização registrada na segunda-feira, quando a disparada do dólar diante do real havia sustentado ganhos superiores a 2% em diversos vencimentos.

Por volta das 11h53 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado em Chicago a US$ 4,5225 por bushel, com desvalorização de 2,75 cents, equivalente a aproximadamente 0,60%. O março/27 recuava 2,50 cents, para US$ 4,6625, enquanto o maio/27 perdia 3 cents, cotado a US$ 4,7450. O julho/27 apresentava baixa de 2,50 cents, negociado a US$ 4,8150 por bushel.

As perdas se aprofundaram em relação à abertura. Às 9h05, o dezembro/26 recuava apenas 1 cent, negociado a US$ 4,5400 por bushel. O movimento ocorre após o cereal encerrar a segunda-feira com uma queda moderada de 0,22%, dando continuidade à pressão observada durante a semana anterior.

Na B3, os contratos futuros também apresentavam perdas nesta terça-feira. Por volta das 12h, o novembro/26 era negociado a R$ 66,40 por saca, com queda de 0,88%, enquanto o janeiro/27 recuava 2,35%, para R$ 70,14. O março/27 registrava desvalorização de 1,62%, cotado a R$ 76,09 por saca, e o maio/27 perdia 1,38%, negociado a R$ 75,59.

O resultado representa uma reversão parcial da forte valorização registrada na segunda-feira (26), quando todos os vencimentos acompanhados terminaram em alta. Na ocasião, o novembro/26 avançou 2,23%, enquanto o março/27 registrou ganho de 2,65%, em meio à disparada do dólar após as eleições presidenciais brasileiras.

Nesta terça-feira, o mercado acompanha os novos movimentos do câmbio e seus reflexos sobre a formação dos preços agrícolas. A desvalorização do real tende a favorecer as referências de exportação em moeda brasileira, enquanto uma eventual recuperação da moeda nacional pode reduzir parte dessa sustentação. Nos Estados Unidos, a colheita de milho chegava a 60% e as inspeções de exportação recuavam quase 10%, de acordo com dados do mercado.