Contrato dezembro do arábica fechou a 293,75 cents por libra-peso. Movimento reflete pressão por maior oferta e volatilidade dos estoques certificados.

Arábica registrou queda de 2,39% no contrato dezembro em Nova York, encerrando a 293,75 cents por libra-peso. Robusta se recuperou em Londres.
Os preços internacionais do café encerraram a terça-feira (27) em direções opostas nas bolsas de Nova York e Londres. O arábica registrou mais uma sessão de perdas expressivas, com desvalorização de 2,39% no contrato dezembro, enquanto o robusta fechou em alta, recuperando parte do terreno perdido nos últimos pregões.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato dezembro/26 do arábica terminou cotado a 293,75 cents por libra-peso, com queda de 7,20 pontos. O março/27 recuou 4,10 pontos, encerrando a 281,10 cents, enquanto o maio/27 perdeu 3,55 pontos e fechou a 277,10 cents por libra-peso.
Durante o pregão, a pressão sobre o arábica chegou a ser mais intensa. Por volta das 11h55 (horário de Brasília), o dezembro/26 era negociado a 289,80 cents por libra-peso, com perda de 3,71%. A recuperação de 3,95 cents até o fechamento reduziu a intensidade da queda, mas não foi suficiente para reverter o resultado negativo.
O movimento dá continuidade à desvalorização observada na segunda-feira (26), quando o mesmo contrato havia perdido 2,11%, encerrando a 300,95 cents. Na comparação com o fechamento da sexta-feira (23), de 307,45 cents, o arábica dezembro já acumula queda de aproximadamente 4,46% nos dois primeiros pregões desta semana.
Em Londres (ICE Futures Europe), o robusta apresentou comportamento diferente. O contrato novembro/26 avançou US$ 46 por tonelada, encerrando a US$ 3.240, alta de 1,44%. O janeiro/27 subiu US$ 19, para US$ 3.220, enquanto o março/27 ganhou US$ 17 e terminou a US$ 3.205 por tonelada. O maio/27 também registrou valorização de US$ 17, fechando a US$ 3.194.
A recuperação do robusta ocorreu após uma segunda-feira de perdas nas duas bolsas. Apesar da valorização desta terça, os contratos de Londres ainda refletem a volatilidade recente, em um mercado atento ao comportamento dos estoques certificados e às perspectivas de entrada de novos volumes de café no comércio internacional.
A recuperação das exportações brasileiras e as condições climáticas nas principais regiões produtoras continuam entre os fatores acompanhados pelos operadores do mercado de café.







