Ex-candidato a vice de Flávio diz que chapa obteve mais de 60 milhões de votos e elegeu maior bancada da Câmara e Senado

O deputado federal Alfredo Gaspar agradeceu aos eleitores e atribuiu a derrota ao sistema, defendendo a continuidade da atuação do PL no Congresso Nacional.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), agradeceu aos eleitores e atribuiu a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao que chamou de “sistema”. Na manifestação, afirmou que o grupo enfrentou perseguições.
“Foram quase 60 milhões de brasileiros e brasileiras que confiaram em Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. Nunca foi por mim, nunca foi pelo poder, foi pela vontade de mudar o país.”
Gaspar relatou que o convite para integrar a chapa ocorreu em 4 de agosto, data que descreveu como aquela que mudou sua vida. Ao avaliar a campanha, destacou a liderança da chapa no primeiro turno, quando Flávio terminou com mais de 2 milhões de votos de vantagem sobre Lula.
“Foram muitos obstáculos, perseguições, mas nós resistimos, nós ultrapassamos os obstáculos. O sistema também mudou as regras da eleição, mas nós também permanecemos de pé.”
O ex-candidato a vice disse que as viagens pelo país permitiram conhecer as dificuldades da população e possíveis soluções. Apontou as bancadas eleitas pelo PL como instrumento para dar continuidade ao projeto político.
“Nada foi em vão, elegemos a maior bancada da Câmara dos Deputados e do Senado, nossa trincheira de luta está pronta, agora vamos adiante.”
Lula foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio, que representaram 48,21%. A votação foi marcada por denúncias de redução da circulação de ônibus, que motivaram a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de estender o prazo até as 19h. O TSE orientou a continuidade nas seções cujas urnas ainda não haviam sido encerradas.
Nesta terça-feira (27), aliados de Flávio relataram que o senador deixou o país rumo aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas, após o ministro Alexandre de Moraes determinar a entrega de seus passaportes.







