STOXX 600 sobe 0,07%, mas Thyssenkrupp desaba 17% após estreia de divisão. BCE decide sobre juros nesta quinta.

Índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,07% nesta quarta-feira, pressionado por balanços decepcionantes e alta do petróleo. Thyssenkrupp liderou perdas com queda de 17%.
O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,07%, encerrando o pregão desta quarta-feira (28 de outubro) em 644,14 pontos, segundo informações da Reuters. O movimento moderado reflete pressão de balanços decepcionantes e alta nos preços do petróleo, que agravaram o nervosismo dos investidores.
Os setores de mídia e mineração apresentaram o pior desempenho. A Thyssenkrupp foi a maior perdedora do índice, com queda de 17% na sequência de uma estreia discreta no mercado de sua divisão de comercialização de materiais.
A plataforma holandesa de pagamentos Adyen foi a segunda maior perdedora, recuando mais de 13% após reduzir sua meta de margem de lucro operacional para 2026.
O índice FTSE 100 do Reino Unido fechou em leve alta após o ministro das Finanças britânico John Healey divulgar seu primeiro orçamento. Entre os bancos, o Deutsche Bank subiu cerca de 4% após divulgar um aumento surpreendente no lucro do terceiro trimestre.
O Standard Chartered subiu 2,4% após elevar suas metas de crescimento e lucratividade para o ano inteiro. Por outro lado, o espanhol Santander caiu 5,6% após divulgar resultados do terceiro trimestre, com os lucros mais fracos no Brasil pesando sobre o resultado.
O índice de referência espanhol, fortemente influenciado pelo setor bancário, caiu 1,5%, a maior queda entre os pares. O UBS registrou queda de 0,6% após divulgar um lucro líquido no terceiro trimestre praticamente em linha com as expectativas.
Segundo Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote, os analistas mantêm visão otimista sobre o setor: “Ainda esperamos que os bancos continuem em boa posição em termos de solidez dos negócios, pois não vimos as economias enfraquecerem tanto quanto esperávamos”.
O mercado aguarda com atenção a decisão de política monetária do Banco Central Europeu para quinta-feira (29 de outubro). Os investidores esperam, em geral, que as taxas sejam mantidas, mas buscam sinais sobre a trajetória futura. Com os rendimentos dos títulos soberanos franceses em alta, os mercados também monitoram possíveis indicações de um tom mais ameno por parte do BCE em resposta à turbulência no país.







