Homem se cadastrou como autônomo em cooperativa e apresentou documentos falsos para simular entregas. Prejuízo chega a R$ 435 mil.

Motorista foi preso na rodovia PR-466 — Foto: Polícia Civil
Motorista de 30 anos foi preso nesta quarta-feira (28) na PR-466, próximo a Guarapuava, suspeito de desviar cinco cargas de soja avaliadas em R$ 435 mil.
Um motorista de 30 anos foi preso nesta quarta-feira (28) na rodovia PR-466, nas proximidades de Guarapuava, na região central do Paraná, suspeito de desviar uma série de cargas de soja de diversas empresas do setor agrícola. Segundo a Polícia Civil, os carregamentos furtados são avaliados em cerca de R$ 435 mil.
As investigações apontam que o suspeito se cadastrou como motorista autônomo no sistema de fretes de uma cooperativa agroindustrial de Boa Ventura de São Roque e foi subcontratado por transportadoras para levar soja entre unidades da empresa. Ele não entregava as cargas, mas fingia que o fazia, apresentando documentos falsos para enganar a empresa.
Segundo a corporação, em março deste ano, o investigado retirou duas cargas na unidade de Boa Ventura de São Roque, somando cerca de 75 toneladas de grãos e mais de R$ 172 mil, e não as entregou nos destinos. “Em uma delas, teria apresentado um comprovante de pesagem falso para simular a entrega.”
O cruzamento com outras ocorrências mostrou que o mesmo motorista, com o mesmo caminhão, repetiu o golpe contra outras empresas em menos de um mês. Ao todo, foram cinco cargas não entregues, com cerca de 190 toneladas de soja.
O delegado William Gama Assunção, responsável pela investigação, afirma que a análise das notas fiscais, dos registros de pesagem e das imagens de segurança mostrou que o investigado repetiu o mesmo modo de agir contra diversas empresas do setor em um curto espaço de tempo.
O nome do motorista não foi divulgado. Ele foi preso preventivamente e responderá por furto qualificado mediante fraude, falsificação de documento particular e uso de documento falso. A Polícia Civil questionada sobre a recuperação de cargas, o destino dos produtos desviados e sobre outras pessoas investigadas no esquema ainda não respondeu.







