Governo Lula retoma articulação com Congresso após vitória nas eleições

PEC da Segurança Pública será votada no Senado na terça-feira (3) em calendário especial de dois turnos

Governo Lula retoma articulação com Congresso após vitória nas eleições
Presidente Lula e lideranças do Congresso em articulação de pautas. Foto: Reprodução/Instagram — Foto:   • Reprodução/Instagram

Semana após vitória nas urnas, governo acelera tramitação de pautas prioritárias antes da renovação do Congresso, que reforçará bancadas de oposição.

Uma semana após sua vitória nas urnas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifica a articulação com o Legislativo para acelerar a aprovação de suas pautas prioritárias antes da renovação do Congresso Nacional, que fortalecerá as bancadas de oposição. Os articuladores do Planalto iniciam os trabalhos nesta segunda-feira (2) com o objetivo de garantir o avanço de projetos de interesse da gestão federal.

A prioridade imediata é a aprovação, pelo Senado, da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a votação para terça-feira (3) em calendário especial que prevê a apreciação em dois turnos no mesmo dia.

Segundo articuladores do governo, o principal obstáculo à aprovação da PEC é a tentativa da oposição de incluir a redução da maioridade penal na proposta. A questão controversa levou à retirada da votação da pauta em 15 de outubro, às vésperas das eleições.

Articuladores também recomendam que o presidente envie ainda neste ano um nome para a cadeira do STF (Supremo Tribunal Federal) deixada por Luís Roberto Barroso. Após sua reeleição, Lula sinalizou a aliados próximos o desejo de insistir na indicação do AGU (Advogado-Geral da União), Jorge Messias, para a vaga. Contudo, segundo articuladores, o nome de Messias segue não pacificado junto ao Senado Federal.

Diante do cenário, parlamentares aliados e integrantes do Planalto pedem um nome que tenha a aceitação de Alcolumbre e das lideranças da Casa. O nome favorito dessa ala é o de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).

A gestão federal também deve envidar esforços para aprovar, com a composição atual do Congresso, o marco da IA (Inteligência Artificial) – que já passou pelo Senado e necessita ser chancelado pela Câmara – e a regulamentação concorrencial das big techs.

Lula ainda precisa garantir a aprovação do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) para 2027. O texto já foi encaminhado ao Congresso, mas demanda ajustes após o pacote de promessas de campanha que o presidente anunciou durante o período eleitoral.