Ideia surgiu em bar de Cascavel e foi aprovada pelo comando nacional do PT antes de se tornar símbolo de militância

Gesto com as mãos formando L foi criado em 1989 e se transformou em símbolo duradouro das campanhas eleitorais do PT e código de identidade do militante petista
O gesto com as mãos formando um L, que se tornou símbolo do Partido dos Trabalhadores, foi criado em 1989 pelo publicitário Mario Milani durante conversa em um bar em Cascavel, no oeste do Paraná.
A ideia surgiu em uma mesa de bar, conforme relato de Milani, quando conversava com militantes petistas sobre a primeira campanha eleitoral para presidente da República de Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo reunido no Bar do Sérgio Português, entre eles Alfredo Carvalho, Ernani Pudell, Jorge Sonda, Márcio Pena Borges e Ocimar Bin, inicialmente não se entusiasmou muito com a proposta.
Convencido da força da ideia, Milani trabalhou no desenvolvimento do conceito ainda na madrugada do mesmo dia. O publicitário combinou elementos de marketing político com semiótica, produzindo inicialmente um teaser e desenvolvendo formas práticas de uso do gestual na campanha que se aproximava.
Com o apoio do Partido dos Trabalhadores, Milani apresentou a proposta ao professor universitário Valdo José Cavallet, então presidente do PT do Paraná. O gestual foi lançado em Curitiba já transformado em linguagem e peças de campanha visual.
No Encontro Nacional do PT, realizado em São Paulo ainda no período pré-eleitoral, Milani apresentou a aplicação do L para Lula e os dirigentes nacionais da legenda. O comando da campanha aprovó o gestual.
O L ganhou vida nas diversas atividades de rua e na propaganda eleitoral de 1989. Apareceu nos comícios, nas passeatas, nas caravanas do candidato pelo país, nas panfletagens em fábricas e bairros. O gestual se transformou em marca poderosa e duradoura das campanhas eleitorais petistas posteriores e em um dos códigos principais da identidade do militante do PT.
Durante a vigília pela liberdade de Lula, quando o líder petista foi encarcerado pela operação Lava Jato em Curitiba, o gestual foi intensamente repetido por milhares de pessoas e personalidades internacionais em visita ao líder do partido.







