Soja cai mais de 1% em Chicago apesar de inspeções acima de 2,44 milhões de toneladas

Contrato de janeiro recua para US$ 12,15 por bushel enquanto mercado monitora colheita americana e safra brasileira

Soja cai mais de 1% em Chicago apesar de inspeções acima de 2,44 milhões de toneladas
Grãos de soja

Futuros da soja registraram perdas superiores a 1% na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira, com janeiro cotado a US$ 12,16 por bushel.

Os preços futuros da soja registraram perdas superiores a 1% na Bolsa de Chicago (CBOT) na segunda-feira (2), primeiro pregão de novembro, aprofundando a pressão observada na última semana de outubro.

O contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,0475 por bushel, com recuo de 17,50 cents, equivalente a 1,43%. O janeiro/27 perdia 17,50 cents, cotado a US$ 12,1675, enquanto o março/27 apresentava baixa de 17,25 cents para US$ 12,2650. O maio/27 recuava 16,50 cents, negociado a US$ 12,3700 por bushel.

A pressão ganhou intensidade ao longo do dia. Na abertura, o janeiro/27 registrava perda de apenas 1,75 cent, enquanto o novembro/26 era cotado a US$ 12,2150 por bushel. No início da tarde, os recuos já superavam 15 cents, levando o contrato mais próximo a se aproximar da marca de US$ 12,00.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou inspeções de exportação superiores a 2,44 milhões de toneladas na semana encerrada em 29 de outubro, reforçando os sinais de demanda externa aquecida pelo produto norte-americano. O volume representa redução de 2,28% em relação à semana anterior, mas crescimento de 146,29% na comparação com o mesmo período de 2025.

No acumulado da temporada comercial 2026/27, as inspeções alcançaram 12.181.535 toneladas, avanço de 56% em relação às 7.808.575 toneladas contabilizadas no mesmo intervalo do ciclo anterior.

O movimento de queda ocorre depois de um outubro marcado por desvalorizações expressivas, especialmente na última semana do mês. Na sexta-feira (30), o novembro/26 havia interrompido quatro sessões consecutivas de perdas, mas terminou a semana com recuo acumulado de 2,73%. A nova baixa desta segunda-feira devolveu a pequena recuperação daquele pregão.

Analistas mantêm a colheita americana e as perspectivas da safra brasileira no radar do mercado como fatores que podem determinar os próximos movimentos de preço da commodity.