Preços futuros recuam diante da desvalorização internacional do petróleo e aumento da produção indiana de açúcar em outubro

Preços futuros do açúcar encerraram segunda-feira com perdas superiores a 1% nas bolsas de Nova York e Londres, pressionados pela queda do petróleo
Os preços futuros do açúcar encerraram segunda-feira (2) com perdas superiores a 1% nas bolsas de Nova York e Londres, aprofundando a pressão observada na abertura do primeiro pregão de novembro.
O movimento ocorreu em meio à forte desvalorização internacional do petróleo, que influencia as expectativas para o mercado de etanol, e à divulgação de um aumento expressivo da produção indiana de açúcar em outubro.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato março/27 do açúcar bruto encerrou a sessão cotado a 19,06 cents por libra-peso, com queda de 0,30 cent, equivalente a 1,55%. O maio/27 também perdeu 0,30 cent, terminando a 18,55 cents, enquanto o julho/27 recuou 0,28 cent, para 18,19 cents. O outubro/27 fechou a 18,16 cents por libra-peso, com baixa de 0,21 cent.
Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), o açúcar branco também terminou no campo negativo. O contrato dezembro/26 recuou US$ 6,90, encerrando a US$ 509,40 por tonelada, enquanto o março/27 perdeu US$ 9,80 e fechou a US$ 526,10. O maio/27 apresentou queda de US$ 10,10, terminando negociado a US$ 532,40 por tonelada.
As perdas ampliaram o movimento negativo registrado na última semana de outubro, quando o açúcar já havia enfrentado pressão relacionada à valorização do dólar frente ao real e à realização de posições por investidores.
A forte desvalorização do petróleo no mercado internacional foi um dos principais fatores acompanhados pelos operadores de açúcar nesta segunda-feira. As referências Brent e WTI registraram perdas superiores a 7% durante a tarde, diante das expectativas de avanço nas negociações diplomáticas para encerrar o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O movimento reduz parte do prêmio de risco incorporado às cotações do petróleo nas últimas semanas e também influencia as perspectivas de competitividade dos biocombustíveis. No setor sucroenergético, preços mais baixos do petróleo podem reduzir a atratividade do etanol como combustível alternativo, impactando as decisões de alocação de cana-de-açúcar entre açúcar e álcool.
A produção indiana de açúcar também contribuiu para a pressão observada. A moagem antecipada elevou a produção do país em outubro, aumentando a oferta global de açúcar e reforçando as perspectivas de pressão nos preços internacionais nos próximos meses.







