Presidente ucraniano relata ataque a aldeia de Komyshuvakha com 26 mortos em segunda-feira

Zelensky afirma que ataque russo à aldeia de Komyshuvakha deixou 26 mortos e demonstra que Moscou descarta continuidade de ações humanitárias
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou nesta segunda-feira (2) a Rússia de priorizar ataques contra civis em lugar de dar prosseguimento a operações humanitárias. Segundo Zelensky, um ataque russo à aldeia de Komyshuvakha, no sudeste ucraniano, evidencia que Moscou descartou negociações para desescalada.
Zelensky elevou para 26 o número de mortos no bombardeio de segunda-feira (2). De acordo com o presidente, forças russas lançaram inicialmente bombas aéreas contra uma escola no vilarejo que funcionava como centro de distribuição de ajuda humanitária.
“Após o primeiro ataque aéreo, houve uma nova ofensiva com mais nove bombas, atingindo diretamente o abrigo onde as pessoas estavam reunidas”, informou Zelensky.
O presidente afirmou que a Rússia desconsiderou uma abertura para ações humanitárias após operações na semana anterior na cidade de Oleshky, no sul do país. Zelensky destacou que a Ucrânia propôs a continuidade de medidas humanitárias naquele momento.
“Se a Rússia realmente quisesse a desescalada, houve uma oportunidade, após a situação em Oleshky, de continuar tomando medidas humanitárias. Nós propusemos isso. Mas a Rússia continua matando pessoas”, afirmou Zelensky em pronunciamento diário em vídeo.
O ataque a Komyshuvakha ocorre após um período de trégua humanitária na região. As operações militares russas continuam em múltiplas frentes, com ataques aéreos frequentes contra cidades e vilarejos ucranianos.







