Encontro inclui Haddad, Galípolo e Mercadante. Reunião ocorre após Copom manter taxa de juros em 13,75%.

Presidente convocou economistas para encontro em Brasília nesta quinta-feira. Durigan confirmou participação e afirmou que propostas serão levadas ao presidente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou economistas próximos a ele para uma reunião em Brasília nesta quinta-feira (5).
O encontro reúne o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e o atual ministro Dario Durigan. Participam também o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ministro do Planejamento Bruno Moretti, e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante.
O encontro foi confirmado por Dario Durigan após deixar o prédio ministerial. Segundo o ministro, o objetivo é compartilhar cenários e propostas que serão encaminhadas ao presidente. “A reunião foi chamada pelo presidente. Ele me comunicou previamente. Eu não tenho maiores informações, mas é mais um esforço para gente dividir os cenários, propostas. Eu vou levar certamente as propostas e ideias em termos gerais do que a gente deve fazer nas próximas semanas”, declarou Durigan.
A reunião ocorre no contexto da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa Selic em 13,75%. O órgão deliberativo do Banco Central define a taxa básica de juros da economia brasileira e seu movimento influencia diretamente as decisões de política econômica do governo.
O encontro também acontece em meio a questionamentos de agentes econômicos sobre qual será a política econômica adotada no governo Lula 4. Economistas e investidores acompanham as movimentações do governo para compreender a direção das ações nos próximos meses.
Durigan não detalhou quais propostas seriam apresentadas durante o encontro, limitando-se a informar que ideias em termos gerais sobre ações nas próximas semanas seriam levadas ao presidente. A falta de especificações mantém em aberto os temas que serão discutidos entre o governo e o grupo de economistas.






