Mercado aguarda próximo relatório do órgão americano em 12 de janeiro. Câmbio e prêmios podem intensificar pressão nos preços brasileiros.

Soja recua em Chicago nesta quinta-feira (5) pressionada por relatório do USDA e declaração da China. Mercado aguarda próximo relatório em 12 de janeiro.
A cotação de soja recuou em Chicago nesta quinta-feira (5) sob pressão de um relatório do USDA e de uma declaração da China sobre o mercado de commodities agrícolas.
Segundo Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, o cenário internacional deve seguir em baixa, mas oportunidades podem aparecer para o produtor brasileiro na sequência.
O mercado internacional aguarda o próximo relatório do USDA previsto para 12 de janeiro, que deve trazer novas estimativas de oferta e demanda de soja. A oferta robusta continua sendo um fator que limita uma recuperação mais acentuada dos preços globais.
No Brasil, analistas apontam que câmbio e prêmios podem intensificar ainda mais a pressão sobre a soja nos próximos meses. As margens do produtor brasileiro seguem muito ajustadas, deixando espaço reduzido para recuperação de rentabilidade.
As novas ameaças às relações comerciais entre China e Estados Unidos também pesam sobre as cotações, na medida em que a China é o principal comprador de soja americana e brasileira. Especialistas do mercado indicam que não é ano de segurar soja em estoque, considerando a possibilidade de preços ainda mais baixos no Brasil.
O comportamento do dólar também é monitorado pelos produtores, já que a moeda americana forte pode ampliar a pressão nos preços internos da commodity.






