Presidente da Fiesp destaca que tratado pode facilitar resolução de divergências regulatórias entre blocos econômicos

O acordo Mercosul-UE é apontado pela Fiesp como instrumento para superar impasses comerciais e ampliar exportações brasileiras.
Acordo Mercosul-UE pode ajudar a superar impasses nas exportações brasileiras
O acordo Mercosul-UE, discutido no evento Diálogo Empresarial Mercosul-União Europeia organizado pela Fiesp em 19 de maio de 2026, é visto como uma ferramenta essencial para resolver o impasse envolvendo as exportações brasileiras, especialmente na área da carne. Roberto Azevêdo, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, ressaltou que o tratado facilitará a criação de instrumentos institucionais para administrar divergências regulatórias crescentes entre os blocos.
Mecanismos institucionais previstos para gerenciar divergências comerciais
Com o avanço da integração econômica, divergências regulatórias tendem a aumentar, afirmou Azevêdo. Para mitigar esses conflitos, o acordo prevê a formação de comitês técnicos, fóruns de debate e instâncias políticas capazes de atuar na solução de controvérsias, instrumentos considerados eficazes para evitar entraves comerciais e estimular o fluxo de produtos entre o Mercosul e a União Europeia.
Benefícios para o agronegócio e setores estratégicos entre Mercosul e UE
Marian Schuegraf, embaixadora da União Europeia no Brasil, destacou que o acordo amplia oportunidades e previsibilidade para empresas brasileiras, reduzindo custos e estabelecendo regras estáveis para investimentos. O tratado também reforça interesses conjuntos em áreas como transição verde, energia limpa, agronegócio sustentável e economia circular, consolidando uma parceria estratégica em um cenário global de incertezas econômicas e geopolíticas.
Desafios internos no Mercosul para divisão de cotas de importação
Apesar do potencial do acordo, Azevêdo observou que países do Mercosul ainda precisam ajustar internamente a divisão das cotas de importação acordadas com a União Europeia. A cota de carne bovina, por exemplo, de 99 mil toneladas anuais com alíquota reduzida de 7,5%, deve ser repartida entre os quatro membros do bloco, o que exige negociações e diálogo para assegurar benefícios equitativos e maximizar as vantagens oferecidas pelo tratado.
Perspectivas para a integração econômica e comércio bilateral a longo prazo
O acordo Mercosul-UE representa uma mudança significativa na dinâmica comercial entre América do Sul e Europa, estimulando aumento de fluxos econômicos e cooperação institucional. Especialistas apontam que o fortalecimento das relações comerciais e o aprimoramento dos mecanismos de resolução de conflitos podem garantir maior estabilidade e crescimento sustentável para os mercados envolvidos, beneficiando produtores, exportadores e consumidores em ambos os continentes.







