Açúcar fecha em trajetórias opostas com queda do petróleo e dólar fraco

Contratos subiram em Nova Iorque, mas caíram em Londres. Produção indiana segue pressionando cotações globais

Açúcar fecha em trajetórias opostas com queda do petróleo e dólar fraco
Preços do açúcar registraram movimentos divergentes nas bolsas internacionais nesta quarta-feira

Açúcar fecha em direções opostas nas bolsas internacionais. Contratos subiram em Nova Iorque impulsionados por dólar fraco, mas caíram em Londres devido à queda do petróleo.

Os preços do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (4) em direções opostas nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato do açúcar bruto com vencimento em março subiu 13 pontos. Em Londres, o açúcar branco para dezembro recuou 1,20 ponto, queda de 0,24%.

A desvalorização do índice do dólar, que atingiu a mínima em cinco semanas, favoreceu os contratos negociados em Nova Iorque. A moeda americana mais fraca contribuiu para a cobertura de posições vendidas por investidores, ajudando a levar os preços ao campo positivo.

Em sentido contrário, a queda de aproximadamente 7% do petróleo WTI, que atingiu o menor nível em quatro semanas, pressionou principalmente as cotações em Londres. O petróleo mais barato tende a reduzir a competitividade do etanol, o que pode estimular usinas de diferentes países a direcionar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a fabricação de açúcar. Esse movimento ampliaria a oferta global do adoçante.

Apesar da recuperação parcial desta quarta-feira, o mercado mantém uma trajetória de queda nas últimas três semanas. Na terça-feira (3), o açúcar em Nova Iorque atingiu a menor cotação em cinco semanas, enquanto Londres registrou o menor nível em três meses.

A perspectiva de aumento da oferta indiana é um dos principais fatores por trás desse movimento. A Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar da Índia informou que a produção do país chegou a 845 mil toneladas até o fim de outubro, volume mais de oito vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (ISMA) informou que a safra 2026/27 começou dentro do calendário previsto, com aproximadamente 107 usinas em operação. O país ainda conta com estoques remanescentes de 3,6 milhões de toneladas da temporada anterior, o que reforça a pressão sobre as cotações globais.