Açúcar sobe nas bolsas de Nova Iorque e Londres com demanda mais firme

Contratos avançam após sinais positivos de consumo físico e preocupações com oferta global. Produção brasileira caiu 41,6% em setembro.

Açúcar sobe nas bolsas de Nova Iorque e Londres com demanda mais firme
Preços do açúcar operam em forte alta nas bolsas internacionais

Os preços do açúcar avançam nas bolsas de Nova Iorque e Londres nesta sexta-feira, com demanda física mais firme e queda na produção brasileira.

Os preços do açúcar operam em forte alta nas bolsas de Nova Iorque e Londres nesta sexta-feira (2), dando sequência ao movimento positivo registrado na sessão anterior. O mercado acompanha sinais de demanda física mais firme, enquanto problemas na produção brasileira e preocupações com a oferta global continuam dando suporte às cotações.

Por volta das 12h40 (horário de Brasília), o contrato de açúcar bruto para março de 2027 em Nova Iorque avançava 70 pontos, cotado a 19,64 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o contrato de açúcar branco para dezembro subia 197 pontos, negociado a US$ 522,00 por tonelada. Já o contrato para março de 2027 avançava 194 pontos, para US$ 590,50 por tonelada.

O movimento desta sexta-feira ocorre após o mercado ter recebido sinais mais positivos sobre a demanda. Na quinta-feira (1º), os preços fecharam em alta nas duas bolsas depois que a Covrig Analytics reduziu sua estimativa para a entrega do contrato de outubro em Nova Iorque, que expirou na quarta-feira (30). A consultoria agora estima que 1,45 milhão de toneladas de açúcar tenham sido entregues para liquidar o contrato, abaixo da projeção anterior de 1,80 milhão de toneladas.

A revisão reforça a percepção de que a demanda física pode estar mais firme do que o inicialmente projetado. Uma entrega menor também reduz a percepção de excesso de produto disponível para entrega imediata, fator que sustenta os preços no mercado futuro.

Os dados mais recentes do Centro-Sul brasileiro ajudam a sustentar as cotações. Segundo dados divulgados, a produção de açúcar caiu 41,6% na primeira quinzena de setembro, para 2,12 milhões de toneladas, enquanto a moagem de cana recuou 34,2%, para 30,16 milhões de toneladas. As chuvas atrapalharam o avanço da colheita e da moagem em importantes áreas produtoras.

No acumulado da safra 2026/27 até 15 de setembro, conforme dados disponíveis, a moagem de cana chegou a 443,71 milhões de toneladas, queda de 1,5% em relação ao mesmo período da temporada anterior. A produção de açúcar recuou 14,4%, para 26,07 milhões de toneladas. Os agentes também acompanham o direcionamento de maior volume de cana para a produção de etanol, fator que reduz a disponibilidade de matéria-prima para o açúcar.