Na Fronteira Oeste, 70% da área já foi semeada, mas desuniformidade no desenvolvimento das plantas preocupa produtores

Plantio de arroz na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul já atingiu 70% da área prevista, mas sementes apresentam problemas para emergir do solo
O plantio de arroz na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul já alcançou cerca de 70% da área prevista, mas sementes enfrentam dificuldades para emergir do solo, segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz.
Apesar do avanço das máquinas, a quantidade de arroz efetivamente estabelecido no campo preocupa os produtores. O acompanhamento divulgado no Canal Pampa Gaúcho mostra diferenças significativas no desenvolvimento das plantas dentro de um mesmo quadro de lavoura.
Enquanto algumas sementes estão apenas começando a germinar, outras já apresentam folhas desenvolvidas. A desuniformidade está relacionada às temperaturas pouco favoráveis e à frequência das chuvas, que dificultam a emergência e o crescimento inicial da cultura.
Uma das principais preocupações envolve as sementes que germinam, mas não conseguem emergir do solo. Caso as falhas comprometam a população de plantas, alguns produtores poderão precisar realizar o replantio, aumentando os custos de produção e provocando atrasos no calendário agrícola.
Outro fator de atenção é o fortalecimento do El Niño. Segundo o analista, o boletim da NOAA divulgado em 8 de outubro aponta o fortalecimento do fenômeno climático. Cardoso ressalta que seus efeitos sobre as lavouras precisam ser avaliados conforme as condições de cada localidade.
Diante desse cenário, o analista considera que o percentual de área semeada não é suficiente para medir o andamento da safra. Também é necessário acompanhar a emergência, a uniformidade e o estabelecimento das plantas nas próximas semanas.







