Departamento de Agricultura dos EUA revisou produtividade para 181,2 bushels por acre, aumentando estoques finais em 282 milhões.

Relatório de outubro do USDA elevou produtividade do milho americano e aumentou estoques finais, criando cenário desfavorável para preços.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos elevou a produção estimada de milho americano em seu relatório de outubro, criando pressão para baixo nas cotações da commodity.
Segundo Felipe Fuchs, consultor em comercialização estratégica, o milho americano ganhou oferta significativa. A produtividade foi revisada de 178,5 para 181,2 bushels por acre, com a produção aumentando 234 milhões de bushels. Os estoques finais cresceram 282 milhões, atingindo 1,849 bilhão de bushels.
“A leitura é negativa para as cotações porque a oferta avançou mais do que o consumo. Mesmo com a elevação das exportações, o balanço ficou mais confortável e menos favorável aos preços.”
Na soja, os ajustes foram menores comparados ao milho. Os estoques finais americanos subiram apenas 5 milhões de bushels, alcançando 315 milhões. O quadro mundial da oleaginosa apresentou pouca alteração no relatório do USDA.
O foco do mercado deslocou-se para os óleos vegetais. O USDA reduziu em 2,2 milhões de toneladas a previsão de produção de óleo de palma da Indonésia. Com os estoques globais de palma projetados no menor nível desde 2017/18 e os estoques de óleo de soja recuando para 6,85 milhões de toneladas, esse segmento pode ganhar peso na formação dos preços da oleaginosa.
Porém, a eventual força do óleo não representa garantia de valorização da soja. A recuperação de preços da oleaginosa dependerá de compensações entre a oferta mundial, a dinâmica do farelo e o comportamento dos óleos vegetais.
Para produtores, o cenário recomenda cautela na comercialização do milho ainda não vendido. No caso da soja, o acompanhamento conjunto de Chicago, dólar, prêmios regionais, óleo e farelo torna-se fundamental para decisões comerciais.







