Articulista critica reajuste do Bolsa Família a um mês das eleições

Segundo colunista, presidente Lula instrumentalizou programa social criado por FHC para garantir votos em estados pobres

Articulista critica reajuste do Bolsa Família a um mês das eleições
Foto: Gazeta do Povo

Colunista afirma que reajuste do Bolsa Família menos de um mês antes das eleições revela uso eleitoral do programa social

Um colunista questiona o reajuste concedido no Bolsa Família a menos de um mês das eleições municipais, argumentando que a ação representa o uso eleitoral de um programa social.

Segundo o texto, o Bolsa Família não foi criado pelo presidente Lula, mas sim durante o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), quando foram estabelecidos programas de transferência de renda como Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Bolsa Qualificação e Bolsa Renda. Os programas foram posteriormente unificados sob o nome de Bolsa Família.

O colunista afirma que a ideia de transferência de renda foi influenciada pelo economista Milton Friedman, prêmio Nobel, e tinha objetivo transitório, até que beneficiários conseguissem emprego e saíssem da condição de extrema pobreza. A premissa original, segundo o articulista, foi abandonada no Brasil.

Ainda no primeiro mandato de Lula, de acordo com o colunista, o programa foi instrumentalizado pelo PT como forma de garantia de votos e perpetuação no poder. O articulista afirma que a força do presidente está justamente nos estados mais pobres e dependentes do programa.

Segundo dados do Datafolha citados no texto, entre os beneficiários do Bolsa Família, Lula tem 53% das intenções de voto contra 28% de Flávio Bolsonaro. Os dados confirmam, conforme o articulista, a força eleitoral do programa.

“Se há pessoas que votam num candidato por conta do Bolsa Família, então ele deixou de ser um programa de Estado para se tornar um programa dependente do governo de turno, pelo menos na percepção do eleitor”, afirma o colunista.

O texto argumenta ainda que o programa deixou de ser transitório para se tornar permanente, trazendo, segundo o articulista, incentivos ruins para o mercado de trabalho. O colunista cita que não é incomum ouvir pessoas dizendo que preferem ganhar o Bolsa Família a trabalhar.