Autoridade americana registra 60 navios no Estreito de Ormuz em maior volume desde julho

Embarcações transportaram 22 milhões de barris de petróleo bruto apesar da guerra entre EUA e Irã em curso

Autoridade americana registra 60 navios no Estreito de Ormuz em maior volume desde julho
Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento global de petróleo

Cerca de 60 navios comerciais cruzaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira, transportando o maior volume diário de petróleo bruto desde início de julho

Cerca de 60 embarcações comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira, transportando o maior volume diário de petróleo bruto desde o início de julho, apesar da guerra em curso entre os Estados Unidos e o Irã, informou uma autoridade norte-americana à Reuters sob condição de anonimato.

Aproximadamente 40 desses navios se coordenaram com as Forças Armadas dos EUA para obter proteção, acrescentou a autoridade. Um total de quase 22 milhões de barris de petróleo saiu do ponto de estrangulamento marítimo.

A Reuters não conseguiu verificar de forma independente os números apresentados pela autoridade norte-americana.

O Estreito de Ormuz tornou-se fundamental para os esforços de encerrar o conflito de quase sete meses entre os EUA e o Irã. O Irã busca alívio do bloqueio norte-americano que sufoca sua economia, enquanto Washington pressiona Teerã a interromper a interferência na navegação pela importante rota global de abastecimento de petróleo.

Antes do início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o estreito costumava receber cerca de 125 grandes navios comerciais por dia, incluindo petroleiros, navios de gás, graneleiros e embarcações porta-contêineres. Essas rotas representavam cerca de 20% do abastecimento diário mundial de petróleo bruto e gás natural liquefeito.

Negociadores dos EUA e do Irã em Nova York avaliam um caminho gradual para sair da guerra, que envolveria a reabertura do Estreito de Ormuz por parte de Teerã e a suspensão do bloqueio econômico ao Irã por parte de Washington, segundo fontes próximas às negociações divulgadas pela Reuters nesta quinta-feira.