Parentes, amigos e pessoas sem relação com o ex-presidente usam o nome para campanhas; uso pode ser questionado na Justiça Eleitoral

Sobrenome é usado por parentes, amigos e candidatos sem ligação com o ex-presidente; uso pode ser alvo de questionamento na Justiça Eleitoral
Até 29 candidatos podem usar o sobrenome Bolsonaro nas eleições de 2026, segundo levantamento realizado sobre registros de candidaturas. O nome é adotado por parentes do ex-presidente, amigos pessoais e pessoas sem qualquer vínculo com Jair Bolsonaro.
O sobrenome é de uso livre no Brasil e não há proibição legal para que candidatos o utilizem em campanhas eleitorais. Pessoas com esse apelido familiar podem se registrar normalmente junto à Justiça Eleitoral.
Porém, o uso do nome Bolsonaro em contextos eleitorais pode ser questionado judicialmente. A Justiça Eleitoral tem competência para analisar se há intenção de aproveitar-se da popularidade ou da reputação do ex-presidente para obter votos de forma irregular.
Candidatos que utilizem o sobrenome podem enfrentar ações em tribunais eleitorais se for comprovado que exploram o nome para fins comerciais ou políticos indevidos. A legislação permite ao Ministério Público Eleitoral e a candidatos concorrentes questionar a legitimidade de tal utilização.
Atualmente, não existe impedimento específico no código eleitoral que proíba o uso de sobrenomes celebres em candidaturas. A avaliação de cada caso dependerá de análise individual pela autoridade eleitoral competente.
O levantamento aponta que parentes próximos, amigos de longa data e pessoas que compartilham o sobrenome Bolsonaro pela linhagem familiar também estão entre os potenciais candidatos que poderão concorrer nas próximas eleições gerais.







