Criação de 29 mil empregos em setembro reduz para 22,7% a probabilidade de Fed aumentar taxa em outubro.

Índices americanos fecharam em alta nesta sexta-feira após o Departamento do Trabalho informar criação de apenas 29 mil empregos em setembro.
Os índices acionários americanos fecharam em alta nesta sexta-feira após dados do mercado de trabalho acalmarem temores de aumento nos juros básicos.
O Departamento do Trabalho informou que o número de empregos não agrícolas aumentou em 29 mil no mês passado. Os números dos dois meses anteriores também foram revisados acentuadamente para baixo, ficando bem abaixo da estimativa de 90 mil feita por economistas consultados pela Reuters.
Os dados mais fracos do que o esperado reduziram as expectativas de um aumento da taxa de juros de pelo menos 25 pontos-base pelo Federal Reserve em sua reunião de política monetária no final de outubro. Segundo o CME FedWatch, a probabilidade de alta caiu para 22,7%, ante 24,4% na sessão anterior e 64,2% na semana anterior.
O S&P 500 subiu 0,76%, fechando em 7.724,38 pontos. O Nasdaq Composite avançou 1,19%, para 27.191,33 pontos. O Dow Jones Industrial Average ganhou 0,51%, para 51.186,71 pontos.
A divulgação de um indicador de emprego abaixo das expectativas tipicamente reduz as apostas em elevação de juros, uma vez que o Fed considera o desempenho do mercado de trabalho como um dos pilares de suas decisões de política monetária. Quando o mercado anticipa cortes ou estabilização das taxas, investidores tendem a realocar recursos para ativos de maior risco, como ações.
Os dados desta sexta-feira reforçam sinais de desaceleração gradual da economia americana, com criação de vagas de emprego perdendo força em relação aos meses anteriores. A revisão para baixo dos números passados também aprofundou a percepção de fraqueza no segmento de trabalho.
O Federal Reserve se reúne no final de outubro para decidir sobre a próxima movimentação das taxas de juros. A redução nas expectativas de alta da taxa básica refleti os sinais mistos enviados pela economia americana nas últimas semanas.






