Confiança empresarial estabiliza em maio após queda nos meses anteriores

Índice de Confiança Empresarial do FGV/Ibre mostra leve recuperação em maio, com variação positiva em dois setores e panorama ainda incerto

Confiança empresarial estabiliza em maio após queda nos meses anteriores
Movimentação na indústria destaca-se no índice de confiança empresarial. Foto: Iano Andrade/CNI

Em maio, a confiança empresarial se manteve estável após dois meses de queda, refletindo recuperação em setores da indústria e serviços, mostra FGV/Ibre.

Contexto da estabilidade da confiança empresarial em maio

A confiança empresarial manteve-se estável em maio de 2026, segundo dados do Índice de Confiança Empresarial (ICE) divulgado pelo FGV/Ibre. Após dois meses consecutivos de queda, o ICE ficou em 90,9 pontos, refletindo uma pausa na retração e uma leve recuperação nos setores econômicos. Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV/Ibre, destaca que essa estabilidade indica uma relativa manutenção do nível de atividade agregado entre os segmentos pesquisados.

Desempenho dos setores: indústria e serviços puxam recuperação

A confiança empresarial avançou em dois dos quatro setores acompanhados: indústria e serviços. O índice da indústria subiu 1,1 ponto, alcançando 97,1 pontos, motivado principalmente por uma avaliação mais positiva da situação atual. Já os serviços registraram alta de 0,9 ponto, para 88,7 pontos, impulsionados por expectativas mais otimistas para os próximos meses. Em contraste, o comércio recuou 2,0 pontos, atingindo 84,2 pontos, enquanto a construção permaneceu estável em 92,6 pontos.

Indicadores de situação atual e expectativas empresariais

O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) em maio caiu 0,1 ponto, fixando-se em 93,1 pontos, mantendo-se próximo ao patamar dos últimos cinco meses. Esse indicador mede a percepção dos empresários sobre a condição presente dos negócios, com destaque para uma leve queda na satisfação atual e ligeira melhora no nível de demanda. Por outro lado, o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) cresceu 0,2 ponto, para 88,8 pontos, interrompendo duas quedas consecutivas e sinalizando acomodação no pessimismo em relação ao futuro.

Tendência trimestral e riscos para a confiança futura

Apesar da estabilidade em maio, a métrica de médias móveis trimestrais do ICE indica uma leve tendência declinante, com queda de 0,5 ponto. Enquanto os setores da construção e indústria mostram níveis mais elevados e trajetória de alta neste indicador, a confiança geral ainda enfrenta desafios. A continuidade do cenário econômico dependerá de fatores externos, como os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que podem impactar diretamente a economia brasileira e o humor dos empresários.

Impactos econômicos e perspectivas para os próximos meses

A estabilidade da confiança empresarial em maio reflete uma pausa nas incertezas que vinham afetando os segmentos econômicos. A manutenção do índice da situação atual sugere que o nível de atividade está relativamente constante, enquanto a melhora nas expectativas aponta para um possível impulso futuro. Todavia, o ambiente global volátil e as condições internas ainda impõem riscos, exigindo acompanhamento constante das tendências para compreender sua influência na recuperação econômica e no comportamento dos agentes empresariais.

A confiança empresarial segue como termômetro essencial para avaliar o momento econômico nacional, indicando que, apesar da recente estabilidade, o caminho para a recuperação plena ainda está sujeito a variáveis externas e internas que podem alterar o cenário nos próximos meses.