Setor de tecnologia brasileiro se mobiliza para garantir regime tributário especial e atrair investimentos bilionários

Data centers lideram esforços para reativar Redata em 2026, buscando atrair investimentos e fortalecer o Brasil como hub digital sustentável na América Latina.
Confira a programação completa das articulações para o Redata em 2026
Fevereiro: Medida provisória que estabelecia o Redata perde validade.
Final de fevereiro: Câmara dos Deputados aprova projeto de lei com urgência para manter Redata.
Março/Abril: Setor privado e público intensificam diálogo técnico e político para votação no Senado.
Ano todo: Manutenção de agenda ativa de diálogo com lideranças partidárias e gabinetes de senadores.
Impacto do Redata para o setor de data centers e tecnologia no Brasil
O regime especial de tributação para serviços de data center, conhecido como Redata, tem o potencial de transformar o Brasil em um centro significativo para data centers na América Latina. O vice-presidente da Huawei, Atilio Ruili, destaca que a vigência do Redata pode impulsionar investimentos estrangeiros bilionários, criar empregos especializados e fomentar renda local. Em 2026, o setor tecnológico vê no Redata uma oportunidade de aproveitar a matriz energética renovável, que inclui eólica e solar, para consolidar a infraestrutura digital do país.
Desafios políticos e articulação entre poder público e setor privado
Apesar de o projeto ter sido aprovado com urgência na Câmara dos Deputados, a tramitação no Senado encontra entraves políticos, especialmente relacionados à agenda do presidente da casa, Davi Alcolumbre. O deputado Arnaldo Jardim aponta que disputas políticas atrasam o processo, mas há um empenho conjunto para viabilizar a rápida votação. Líderes parlamentares como Hugo Motta também apoiam o esforço, tornando o diálogo entre instituições e setor privado fundamental para superar as resistências e garantir o futuro do Redata.
Sustentabilidade e vantagens energéticas do Brasil para data centers
A sustentabilidade é um dos pilares do projeto, pois o Brasil possui uma das maiores matrizes energéticas renováveis do mundo, com amplo excedente de energia eólica e solar que pode ser estrategicamente utilizada por data centers. Pesquisas da Brasscom e ABDC indicam que o consumo de água por essas instalações é controlado por sistemas de circuito fechado, e o uso energético representa uma fração pequena em comparação com outros setores industriais e residenciais, reforçando o compromisso ambiental do segmento.
Mobilização institucional e apoio das associações do setor tecnológico
Entidades como ABDC, Brasscom, Abes, Abeeólica e a Confederação Nacional da Indústria firmaram manifesto conjunto em defesa da viabilização do Redata. O vice-presidente da ABDC, Luis Tossi, revela que o setor mantém interlocução permanente com o poder público para evidenciar os impactos positivos do regime. O CRO da Tecto Data Centers, Tito Costa, reforça que há um alinhamento crescente entre empresas de tecnologia, fornecedores e governo para consolidar o Brasil como um polo digital de relevância, integrando inovação, sustentabilidade e políticas públicas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





