Ministro da Fazenda diz que propostas não são críveis e alerta contra ilusões fiscais ao eleitorado

Ministro da Fazenda afirma que propostas de superávit fiscal da direita não são críveis e representam ilusão vendida ao eleitorado
O ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou nesta quarta-feira, 7 de outubro, que as promessas da direita de entregar superávit de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) não são críveis e representam uma ilusão vendida ao eleitorado. A declaração foi feita durante participação no 9º Incorpora Abrainc – Rotas para 2027, evento com plateia majoritariamente de empresários da construção civil.
“A direita fala em superávit de 1,5% do PIB e isso não é crível, compra quem quer”, disse Durigan.
O ministro alertou sobre promessas consideradas inexequíveis no debate público. “Comprarmos ilusão como compramos no passado é um erro”, afirmou.
Durigan ressaltou que a agenda econômica precisa combinar responsabilidade fiscal, credibilidade e um esforço contínuo para melhorar as contas públicas, sem “mágicas” ou soluções fáceis. “O País precisa de responsabilidade fiscal e muito trabalho”, declarou.
Segundo o ministro, o governo enfrenta como desafio imediato avançar na redução da taxa de juros e reforçar um regime fiscal confiável. “Temos que rever a taxa de juros e fazer uma política fiscal crível”, disse Durigan.
O ministro buscou reforçar a disposição do governo de manter e aperfeiçoar o arcabouço fiscal, afirmando que “fizemos uma regra fiscal, que precisa melhorar, e que tem de se manter”. De acordo com Durigan, a previsibilidade do regime é condição para a queda estrutural do juro e para a melhora das expectativas, com efeitos diretos sobre investimento e crescimento.
Ao comparar o desempenho macroeconômico do governo atual com gestões anteriores, Durigan apontou que os indicadores são favoráveis. “Inflação no Brasil é a mais baixa de todos os governos”, afirmou. Ele acrescentou que, na comparação dos números e dados, o governo atual não perde para o anterior.
Durigan voltou a criticar a condução fiscal do governo passado, dizendo que houve expansão de despesas sem o correspondente endereçamento das fontes de compensação.






