Contrato de novembro permanece abaixo de R$ 70 por saca no Brasil; avanço da colheita nos EUA pressiona cotações

Milho encerra em queda tanto em Chicago quanto na B3 nesta quinta-feira. Mercado evita movimentos antes de relatório do USDA divulgado nesta sexta.
Os preços do milho encerraram esta quinta-feira (8) em queda tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3. No mercado internacional, o avanço da colheita norte-americana continuou pressionando as cotações, enquanto investidores evitaram movimentos mais fortes às vésperas do novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado nesta sexta-feira (9).
Na Bolsa de Chicago, o contrato dezembro/26 terminou cotado a US$ 5,00 por bushel, com perda de 1,75 ponto. O março/27 encerrou a US$ 5,15, também com baixa de 1,75 ponto. O maio/27 caiu 2 pontos, para US$ 5,2225, enquanto julho/27 recuou 2 pontos, encerrando a US$ 5,2650 por bushel. No Brasil, o contrato novembro permanece abaixo dos R$ 70 por saca.
A pressão sobre o cereal acontece em um momento de aumento sazonal da disponibilidade física nos Estados Unidos, com a colheita avançando pelo Meio-Oeste. Ao mesmo tempo, o mercado começa a ajustar posições para os números que serão apresentados pelo USDA nesta sexta-feira.
A expectativa é de redução da produção norte-americana de milho, mas aumento dos estoques finais. O mercado trabalha com uma safra 2026/27 de aproximadamente 399,64 milhões de toneladas, abaixo das 401,32 milhões de toneladas estimadas pelo USDA em setembro. Os estoques finais americanos são esperados em 43,03 milhões de toneladas, bem acima das 39,80 milhões de toneladas projetadas no relatório anterior.
O aumento da disponibilidade inicial da temporada ajuda a explicar essa aparente contradição e poderá limitar uma reação positiva das cotações caso o USDA confirme apenas o corte esperado na produção.
Do lado da demanda, o relatório semanal divulgado pelo USDA nesta quinta-feira mostrou vendas semanais para exportação de 769,5 mil toneladas de milho da safra 2026/27, alta de 44% na semana e de 28% em relação à média das quatro semanas anteriores. O México foi o principal comprador, com 508,8 mil toneladas. Os números ficaram dentro das expectativas do mercado.






