Governador reeleito do Ceará critica punição de até 3 anos para homicídio cometido por menor de idade

Em entrevista à CNN Brasil, Elmano de Freitas afirma que redução da maioridade penal não resolve problema de segurança e aponta organizações criminosas como foco
O governador reeleito do Ceará, Elmano de Freitas (PT), rejeitou a redução da maioridade penal como caminho para resolver o problema de segurança pública no Brasil. Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (15), Elmano reconheceu que existe um sentimento na sociedade contra a impunidade, mas discordou da solução proposta.
“Efetivamente, essa situação de impunidade tem que resolver. O caminho apresentado pela diminuição [da maioridade penal] não é o caminho. Acho que a revolta é contra isso. Como um jovem de 17 anos tira a vida de alguém e é punido por até 3 anos”, questionou durante entrevista ao CNN 360º.
Segundo Elmano, é preciso debater o problema com profundidade e encontrar uma solução que permita recuperar os jovens que possam ser reabilitados. O governador citou as organizações criminosas como o grande foco da insegurança no país, argumentando que a prioridade deveria ser a aprovação de medidas estruturais.
“O grande problema de segurança pública do país são as organizações criminosas. O que precisamos é aprovar a PEC da Segurança Pública”, argumentou Elmano.
Questionado se a discussão da PEC da Segurança Pública poderia ser considerada uma prática casuística, o governador rebateu acusando o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, de oportunismo eleitoral.
Elmano afirmou que Marinho votou contra suas convicções na votação recente sobre o fim da escala 6×1, prática trabalhista que o parlamentar se opõe. Segundo o governador, o voto ocorreu para evitar desgaste político antes das eleições.
“Ontem, [o Senado] votou o fim da escala 6×1, que ele [Rogério Marinho] é contra. Ele é a favor da flexibilização total. Ele, sim, fez um casuísmo e pra evitar o desgaste de ter votado ontem e apresentar uma emenda na semana anterior a eleição”, contrapôs.
Para o mandatário cearense, a posição de Flávio Bolsonaro contra a escala 6×1 refletia estratégia eleitoral. “Tá claro que a candidatura do Flávio Bolsonaro que é contra a escala. [Ele] votou por oportunismo eleitoral”, concluiu Elmano.







