Thiago Miranda reconhece à Polícia Federal ter intermediado contratação para melhorar a imagem do Banco Master

Thiago Miranda admitiu à PF ter intermediado a contratação de influenciadores para defender Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Confirmada a mediação de Thiago Miranda para influenciadores defenderem Daniel Vorcaro
Na terça-feira, 12 de fevereiro, o empresário Thiago Miranda, sócio da agência Mithi, confirmou à Polícia Federal que intermediou a contratação de influenciadores digitais para publicar conteúdos favoráveis a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Miranda prestou serviços de gestão de crise após a primeira prisão do banqueiro na Operação Compliance Zero, buscando preservar a reputação do cliente diante das investigações.
Entenda as suspeitas de obstrução da Justiça envolvendo o Banco Master
O inquérito em andamento investiga se a atuação dos influenciadores configurou uma tentativa de obstrução da Justiça, com ataques direcionados a autoridades do Banco Central e esforços para pressionar o Tribunal de Contas da União (TCU) a reverter a liquidação do Banco Master decretada em novembro. Esta ação foi um dos motivos que levaram à segunda prisão de Daniel Vorcaro, no início de março.
Plano estratégico de comunicação para recuperar a imagem do Banco Master
Thiago Miranda negou ter ordenado ataques aos órgãos reguladores, mas admitiu ter elaborado um plano de comunicação para apresentar Daniel Vorcaro como um “arquétipo do lutador”, destacando sua jornada como “herói falível”. A agência Mithi propôs um marketing de guerrilha para enfrentar a crise reputacional do banco, objetivando conquistar empatia do público.
Documentos indicam pagamentos milionários a influenciadores para conteúdo contra autoridades
Documentos apresentados por Miranda à Polícia Federal indicam pagamentos da ordem de R$ 3,5 milhões a influenciadores que publicaram críticas ao ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, Renato Gomes. Esses dados evidenciam a dimensão financeira e estratégica da campanha de comunicação contratada.
Defesa de Thiago Miranda afirma atuação legítima e colaborativa
A defesa de Thiago Miranda reforça que suas ações se limitaram ao campo profissional da comunicação reputacional, gestão de crise e estratégia institucional, sem qualquer intenção de ataque ilegal a instituições públicas ou autoridades. O advogado Rafael Martins destaca a postura transparente e colaborativa adotada para esclarecer os fatos.
Impactos e desdobramentos do caso na gestão de crises corporativas
Este episódio ressalta a complexidade e os riscos envolvidos em estratégias de comunicação corporativa em contextos sensíveis. A investigação da Polícia Federal poderá definir os limites entre atuação legítima e manipulação ilícita da opinião pública, especialmente quando envolvem atores digitais e grandes somas financeiras.
Considerações finais sobre a importância da ética na comunicação estratégica
A situação expõe a necessidade de ética rigorosa na gestão de crises e campanhas publicitárias de repercussão política e econômica, para evitar que instrumentos de comunicação sejam usados para fins ilegítimos, afetando a credibilidade das instituições e a transparência dos processos judiciais.






