FGV registra queda de confiança na indústria em setembro e atinge menor nível desde novembro

Índice caiu 2,4 pontos para 91,3 pontos, marcando terceira queda consecutiva, com piora em 16 dos 19 segmentos pesquisados

FGV registra queda de confiança na indústria em setembro e atinge menor nível desde novembro
Indústria enfrenta queda na confiança e acúmulo de estoques. Foto: Roberto de Lira

O Índice de Confiança da Indústria calculado pela FGV/Ibre caiu 2,4 pontos em setembro, atingindo 91,3 pontos e o menor nível desde novembro de 2025.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) calculado pela FGV/Ibre caiu 2,4 pontos em setembro, chegando a 91,3 pontos. Conforme os dados divulgados, trata-se da terceira queda consecutiva e do menor nível registrado desde novembro de 2025.

Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 2,9 pontos, para 94,1 pontos. A queda afetou 16 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela Sondagem, refletindo deterioração tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas para os próximos meses.

O Índice de Situação Atual (ISA) retrocedeu 1,3 ponto, para 93,6 pontos, alcançando o menor patamar desde dezembro de 2025. A demanda total caiu 1,3 ponto, para 95,8 pontos, registrando o menor nível desde novembro de 2025 (93,6 pontos).

O indicador que mensura o nível de estoques subiu 0,7 ponto, para 108,2 pontos, alcançando o pior patamar desde dezembro de 2025 (109,9 pontos). De acordo com a FGV/Ibre, quando este indicador está acima de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques excessivos ou acima do desejável.

O Índice de Expectativas (IE) recuou 3,4 pontos, para 89,2 pontos, registrando o menor nível desde novembro de 2025. O indicador de produção prevista recuou 7,1 pontos, para 83,1 pontos, alcançando o menor patamar desde junho de 2020 (81,3 pontos).

O indicador de tendência dos negócios caiu 2,6 pontos, para 88,0 pontos, o nível mais baixo desde outubro de 2025 (85,1 pontos). As expectativas de emprego apresentaram uma ligeira queda de 0,3 ponto, chegando a 97,0 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) avançou 0,3 ponto percentual em setembro, para 83,2%.

Segundo o economista Stéfano Pacini do FGV/Ibre, a percepção sobre a situação atual dos negócios mantém os sinais de arrefecimento da demanda e acúmulo de estoques observados nos últimos três meses, aumentando a possibilidade de ajustes na produção. “Para os próximos meses, as avaliações dos empresários sobre produção prevista reforçam a sinalização de continuidade do processo de desaceleração da atividade econômica ao longo do segundo semestre.”