Tempestade avança sobre o Golfo do México com ventos acima de 190 km/h e risco de paralisar unidades de processamento de petróleo

Furacão Isaías, classificado nesta sexta-feira, ameaça refinarias nos EUA e pode elevar preços de gasolina e diesel já em alta
O furacão Isaías foi classificado como tal nesta sexta-feira (9) e avança em direção à costa norte do Golfo do México, onde está concentrada parte significativa da produção e refino de petróleo dos Estados Unidos.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (SWS), a tempestade deve atingir a costa no final de sexta-feira (9) ou início de sábado (10), mantendo ventos constantes acima de 190 quilômetros por hora.
É aguardada uma subida de maré com risco de vida ao longo da costa, com rajadas de vento danosas que devem se estender para o interior. Áreas de chuva forte são previstas em grande parte do sudeste dos EUA.
Analistas de mercado temem que os efeitos da tempestade elevem os preços dos combustíveis caso ocorram apagões que paralisem as refinarias de processamento de petróleo bruto. Especialistas do setor ouvidos pela AP explicam que uma paralisação prolongada das refinarias prejudicaria suprimentos de combustível já afetados pelo conflito em curso no Oriente Médio e pela guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Segundo acompanhamento diário feito pela Associação Automotiva Americana (AAA), o preço médio do galão de gasolina nos EUA está em US$ 4,3718 nesta sexta-feira. O valor está abaixo dos US$ 4,3961 observados na semana passada, mas acima dos US$ 4,2245 de um mês antes e dos US$ 3,1106 de um ano atrás. Na Califórnia, o galão já está acima dos US$ 6 há algumas semanas.
No diesel, a situação está ainda mais crítica. O valor médio do galão nos EUA ultrapassou a marca recorde de US$ 6 no início de setembro e está em US$ 6,2785 hoje.
Carl Larry, da empresa de análise de energia Enverus, afirmou à AP que caso a tempestade passe rapidamente e tenha impacto reduzido, as refinarias continuariam operando com capacidade reduzida e os preços dos combustíveis permaneceriam sob pressão. A atenção de analistas de mercado e meteorologistas se concentra agora na trajetória e intensidade exata do Isaías para estimar o impacto nas operações de refino.






