54 das 81 cadeiras do Senado serão renovadas este ano, afetando decisões sobre Supremo, Banco Central e impeachments
54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa em 2026. A composição da Casa interferirá em decisões sobre indicações ao STF, Banco Central e processos de impeachment.
O resultado das eleições para o Senado em 2026 pode impactar diretamente a relação entre os três Poderes da República. Neste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, equivalente a dois terços das cadeiras. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores.
A composição da Casa interferirá em decisões sobre indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF), Banco Central, procurador-geral da República e embaixadores. No caso dos ministros do STF, a indicação precisa ser aprovada por maioria absoluta do Senado.
Um exemplo recente da influência da Casa ocorreu em abril. O Senado rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias, nome enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no STF. O nome havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas não alcançou os 41 votos necessários no plenário. Foi a primeira rejeição de uma indicação ao STF em 132 anos.
O Senado também é responsável por processar e julgar crimes de responsabilidade do presidente da República e ministros do STF. Na eventualidade de um impeachment presidencial, cabe à Câmara dos Deputados autorizar a abertura do processo, enquanto o Senado julga o caso.
A renovação de dois terços da Casa em 2026 definirá os parlamentares que terão participação nessas decisões nos próximos anos. O resultado das urnas pode redefinir quais grupos políticos terão mais força nas votações sobre temas que transcendem o Legislativo e afetam o funcionamento do Executivo e do Judiciário.




