Brasil se destaca com crescimento de 4,3% no tráfego doméstico, mas capacidade de assentos cresce mais que a procura

Demanda global de passageiros em aviação caiu 0,8% em agosto ante o mesmo mês de 2025, informou a IATA nesta quarta (30). Brasil cresceu 4,3% no tráfego doméstico.
A demanda global de passageiros nas companhias aéreas caiu 0,8% em agosto na comparação anual, informou nesta quarta-feira (30) a Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA).
A métrica utilizada pela organização é a de passageiros por quilômetros pagos (RPK). A demanda internacional recuou 0,9% e a doméstica encolheu 0,5% na mesma comparação, após crescimento marginal de 0,3% registrado em julho.
O Brasil apareceu como destaque positivo na demanda doméstica, com tráfego que cresceu 4,3% na comparação anual. O crescimento representa desaceleração em relação aos 6,0% registrados em julho.
A capacidade de assentos, medida pelo ASK (assento por quilômetro ofertado), expandiu-se 8,0% na comparação anual. Este foi o ritmo mais rápido entre os seis principais mercados domésticos e quase o dobro do aumento do tráfego real. O fator de ocupação (PL) no Brasil, contudo, caiu 2,9 pontos percentuais, chegando a 82,1%.
A IATA atribuiu a desaceleração no tráfego global aos declínios mais profundos registrados no Oriente Médio e na América do Norte. Excluindo as transportadoras do Oriente Médio, o tráfego global de passageiros cresceu 0,6% na comparação anual.
As transportadoras do Oriente Médio registraram queda de 14,6% no tráfego em agosto na comparação anual, com a contração se aprofundando em relação aos 9,7% de julho. A capacidade caiu 9,3% na mesma base de comparação, resultando em declínio de 4,9 pontos percentuais no PLF, para 78,9%.
As transportadoras dos EUA relataram queda de 2,2% no tráfego na comparação anual, marcando o quarto mês consecutivo de contração. O declínio foi mais rápido que em julho e refletiu tráfego internacional mais fraco.
No tráfego doméstico global, a avaliação da IATA é que ele permaneceu em agosto ligeiramente abaixo do nível do ano anterior, com o crescimento da capacidade continuando a superar a demanda. O tráfego internacional também permaneceu abaixo do nível de agosto de 2025, impulsionado em grande parte pela fraqueza contínua entre as transportadoras do Oriente Médio.
A organização afirmou esperar que a capacidade de assentos programados aumente 1,6% na comparação anual em setembro e 2,0% na comparação anual em outubro.






