The New York Times e The Guardian analisam risco de pressão americana sobre o resultado do pleito deste domingo

Jornais americano e britânico destacam risco de interferência de Trump nas eleições presidenciais brasileiras marcadas para domingo
A imprensa internacional repercute as eleições presidenciais brasileiras deste domingo com destaque para a possível interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na disputa.
The New York Times publicou matéria com o título “A grande questão que paira sobre as eleições no Brasil: o próximo passo do presidente Trump” questionando se o republicano vai tentar interferir no resultado do pleito. De acordo com o jornal americano, “após observar o envolvimento de Trump em outras eleições e vivenciar sua tentativa fracassada de ajudar o pai de Flávio Bolsonaro a evitar a prisão por tramar um golpe, o Brasil está erguendo uma barreira de proteção para tentar blindar sua eleição decisiva contra uma possível interferência dos EUA”.
Segundo o Times, os esforços brasileiros de proteção incluem “monitoramento de lobby estrangeiro e de desinformação, combate a alegações falsas de fraude eleitoral e busca pelo apoio de países da Europa, da Ásia e de outras regiões”. O jornal americano cita preocupação do governo brasileiro com possível pressão de Trump para eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL), mencionando uma onda de postagens pagas em redes sociais compartilhadas por perfis influentes da direita americana.
De acordo com a reportagem do Times, “uma vitória de Bolsonaro reforçaria os planos ambiciosos de Washington de expandir sua influência na América Latina por meio de aliados de direita”. O jornal americano também aborda desconfiança de aliados de Bolsonaro em relação à credibilidade do sistema de votação brasileiro e esforços do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, para reforçar a confiança no processo.
The Guardian, por sua vez, destaca a possibilidade de mais uma vitória de um candidato de direita na América Latina. Segundo o jornal britânico, “dada a proximidade geográfica e a relação econômica singular do México com os EUA, analistas veem o Brasil como talvez o último país da região ainda capaz de dizer ‘não’ aos caprichos de Trump”. O periódico adiciona que “algo que poderia mudar drasticamente dependendo do resultado da eleição”.
Analistas entrevistados pelo The Guardian apontam o Brasil como um “grande prêmio” para o presidente americano por conta do peso econômico do país na região.







