Projeto com três universidades brasileiras vai aumentar eficiência de defensivos agrícolas e reduzir impactos ambientais em 36 meses

Empresa de tecnologia agrícola Krilltech teve aprovados R$ 22,5 milhões em subvenção da Finep para construir planta piloto de nanodefensivos.
A Krilltech, empresa brasileira de tecnologia para o agronegócio, teve aprovado um projeto de aproximadamente R$ 22,5 milhões em recursos de subvenção econômica da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para desenvolver uma nova geração de defensivos agrícolas. Os recursos serão destinados à construção de uma planta piloto de produção de nanodefensivos, com objetivo de aumentar a eficiência desses produtos na proteção das lavouras e reduzir seus impactos ambientais.
Com duração prevista de 36 meses, o projeto será desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo a empresa, a nova unidade industrial deverá ser instalada no Centro-Oeste brasileiro, em local ainda em definição.
O projeto prevê o desenvolvimento de nanoherbicidas, nanofungicidas e nanoinseticidas. Entre as moléculas que serão trabalhadas está o glifosato, o herbicida mais utilizado na agricultura brasileira. A proposta é tornar moléculas conhecidas mais eficientes e reduzir o impacto sobre o meio ambiente, utilizando tecnologia desenvolvida pela empresa.
Um dos aspectos desse menor impacto ambiental está relacionado ao efeito dos defensivos sobre a microbiota benéfica do solo. De acordo com a Krilltech, esses microrganismos auxiliam no controle de doenças e pragas de solo e são responsáveis pela solubilização de nutrientes, entre outras funções.
“Estamos trabalhando para tornar as moléculas utilizadas na proteção das lavouras mais eficientes, sem perder de vista seus efeitos sobre o ambiente. Queremos desenvolver defensivos com melhor desempenho e mais compatíveis com os processos biológicos que sustentam a produtividade agrícola. É uma aplicação dos conhecimentos que acumulamos ao longo de mais de uma década de pesquisas”, explicou Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech e professor da Universidade de Brasília.
A planta piloto permitirá transformar as tecnologias desenvolvidas em laboratório em processos industriais. A unidade será destinada à fabricação experimental, aos testes e ao aperfeiçoamento das formulações, além da validação de processos de produção em escala comercial, conforme informou a empresa.







