Contrato dezembro/26 é negociado a US$ 4,51 por bushel; colheita americana atinge 60% da área cultivada

Milho fecha em baixa em Chicago nesta quinta-feira; mercado aguarda relatório de exportações dos EUA
Os preços futuros do milho iniciaram a quinta-feira (29) com leves recuos na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior. O mercado segue pressionado pela entrada da safra norte-americana, enquanto operadores aguardam novos números de vendas para exportação dos Estados Unidos.
Por volta das 8h50 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a US$ 4,5100 por bushel, enquanto o março/27 valia US$ 4,6450. O maio/27 aparecia cotado a US$ 4,7225, e o julho/27 era negociado a US$ 4,7850 por bushel, segundo a CBOT.
O movimento ocorre após recuperação registrada na quarta-feira (28), quando o contrato dezembro/26 avançou 0,67%, encerrando o pregão a US$ 4,5175 por bushel. Apesar da valorização, o cereal ainda enfrenta dificuldades para sustentar uma reação mais consistente, depois de ter recuado abaixo dos US$ 4,50 na terça-feira (27).
A principal expectativa desta quinta-feira está concentrada na divulgação do relatório semanal de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para as 9h30 (horário de Brasília). Segundo levantamento da Reuters, o mercado trabalha com estimativas de vendas entre 800 mil e 1,6 milhão de toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 22 de outubro.
Na divulgação anterior, referente à semana encerrada em 15 de outubro, as vendas líquidas norte-americanas somaram 1,53 milhão de toneladas, crescimento de 36% em relação à semana precedente. Entretanto, os embarques efetivamente realizados recuaram 43%, para 780,3 mil toneladas, de acordo com o USDA, evidenciando a diferença entre novas contratações e a saída física do produto.
Do lado da oferta, a colheita americana continua avançando. Segundo levantamento divulgado pelo USDA na segunda-feira (26), os trabalhos alcançaram 60% da área cultivada até 25 de outubro, ante 44% na semana anterior. Apesar da aceleração, o ritmo permanece abaixo da média de 66% dos últimos cinco anos, informou o órgão.
A continuidade da colheita amplia a disponibilidade de grãos no mercado e mantém a pressão sazonal sobre as cotações, segundo analistas. A produção de etanol nos Estados Unidos apresenta crescimento, o que também influencia a dinâmica do milho, principal matéria-prima do combustível.







