Governo prevê redução de endividamento entre famílias pobres, mas Flávio Bolsonaro avalia efeito limitado no eleitorado indeciso

A campanha do presidente Lula aposta em aumento do consumo em outubro como efeito da proibição das bets. Dados mostram ligeira melhora no varejo entre famílias pobres.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta em um aumento do consumo em outubro como primeira resposta à proibição das apostas esportivas. Segundo dados aos quais a CNN teve acesso, o mercado varejista aponta uma ligeira melhora, sobretudo entre as famílias da base da pirâmide social.
Na avaliação do governo petista, o poder de compra deve aumentar diante da redução do endividamento com jogos de azar. O Palácio do Planalto observa com preocupação o mercado ilegal das apostas online, que segue operando na informalidade no país.
O entorno do candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no entanto, avalia que a medida terá efeito limitado sobre o eleitorado indeciso. Para o grupo, a preocupação maior é o quadro recorde de endividamento das famílias brasileiras.
A proibição das bets fez parte de um pacote eleitoral lançado pelo presidente na tentativa de aumentar as chances de reeleição após ser ultrapassado por Flávio Bolsonaro no primeiro turno. O esforço tem sido o de tentar reduzir a abstenção no segundo turno com uma sensação de melhora econômica.
Pesquisas apontam que o maior prejudicado pelas ausências nas urnas eletrônicas foi o petista. Lula pretende explorar nos palanques eletrônicos, de televisão e rádio, resultados econômicos que justificariam a proibição das apostas esportivas, que tiveram resistência de clubes de futebol.
A medida de restrição às bets integra estratégia mais ampla de campanha para demonstrar gestão econômica e proteção das famílias de baixa renda. O governo busca converter a proibição em ganho político no segundo turno das eleições de 2026.






