Ministério reúne relatos de ameaças registrados durante eleições de 2026 em instituições federais de ensino

O Ministério da Educação começou a reunir denúncias de violência política registradas em universidades federais durante as eleições de 2026 para encaminhar à Polícia Federal e à AGU.
O Ministério da Educação (MEC) começou a reunir denúncias de violência política registradas em universidades e institutos federais durante e após as eleições gerais de 2026, informou a pasta em comunicado divulgado neste domingo, 1º de novembro. O material será encaminhado à Polícia Federal (PF) e à Advocacia-Geral da União (AGU) à medida que for consolidado.
As denúncias chegam pela ouvidoria do ministério e diretamente de reitorias de universidades e institutos federais. Segundo o MEC, o material será enviado aos dois órgãos conforme for organizado. A pasta não informou quantas denúncias recebeu, quais instituições estão envolvidas nem o prazo previsto para o envio.
A iniciativa foi motivada por ameaças contra universidades federais, estudantes e docentes que circularam nas redes sociais antes do primeiro turno, em 4 de outubro. Na ocasião, o ministério pediu investigação à PF e acionou a AGU para adotar as medidas jurídicas cabíveis.
O MEC citou “ameaças de violência e de destruição patrimonial” e “utilização de símbolos nazistas” contra universidades, alunos e professores. A AGU criou uma força-tarefa para atuar no incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 8 de outubro.
“O MEC reforça que as instituições de ensino devem ser, por essência, espaços plurais, de tolerância, diálogo e respeito à diversidade de ideias”, disse a nota do ministério. O comunicado também afirmou que a Constituição garante a liberdade de expressão e de pensamento.
O ministério informou que novas denúncias serão incorporadas aos processos em andamento. Até o momento, não há informação sobre abertura de inquérito pela PF, número de investigados ou medidas de proteção a estudantes e servidores.
A Polícia Federal pode abrir inquérito e ouvir suspeitos de crimes relacionados a violência política. A AGU, por sua vez, pode ingressar com ações de reparação e de proteção ao patrimônio público. Ambas as frentes dependem, porém, de o MEC entregar material com identificação de autores, datas e provas dos delitos.
O MEC não detalhou se as denúncias incluem casos de violência física, ameaça virtual, pichação ou ataque a prédios. Também não informou se as universidades terão canal próprio para acompanhar o andamento das investigações.







