Empresa respondeu ao ministro Marco Aurélio Bellizze sobre medidas para garantir isonomia em suas plataformas digitais

Meta respondeu ao TSE que adotou medidas para garantir isonomia entre campanhas de Lula e Flávio. Campanha petista contesta e pede cassação.
A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que adotou medidas para assegurar tratamento igualitário às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em suas plataformas. A manifestação respondeu à ordem do ministro Marco Aurélio Bellizze, que exigiu comprovação das providências após a campanha petista denunciar possíveis restrições e favorecimento algorítmico.
A empresa afirma que trata as duas candidaturas de forma igual e não discriminatória. A campanha de Lula contesta a explicação e protocolou ação que acusa a plataforma de manipulação algorítmica e pede a cassação da chapa de Flávio. As acusações dependem de análise judicial e não constituem, por si, prova de irregularidade.
O caso chegou à reta final do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro. A discussão envolve distribuição de conteúdo, impulsionamento de anúncios e respostas de ferramentas de inteligência artificial.
O Tribunal Superior Eleitoral é a instância máxima da Justiça Eleitoral e responsável por dirimir conflitos que envolvem candidaturas, propaganda eleitoral e garantir o cumprimento das regras de isonomia entre postulantes. Quando há acusação de favorecimento ou restrição em plataformas digitais durante campanha, cabe ao tribunal determinar investigações e exigir comprovação das providências tomadas pelas empresas.
A Justiça terá de avaliar se as medidas anunciadas atendem à ordem e se os dados apresentados permitem verificar a isonomia nas plataformas da Meta entre as duas campanhas presidenciais.






