Aos 12 minutos do primeiro tempo, o craque croata derruba atacante inglês e sofre a penalidade após mais de duas décadas sem cometer infrações

Na estreia da Croácia na Copa de 2026, o meia Luka Modric comete seu primeiro pênalti profissional após 716 jogos sem infrações. Kane converte a cobrança para a Inglaterra.
Modric sofre pênalti inédito após duzentos e tantos anos de carreira
Aos 12 minutos do primeiro tempo entre Croácia e Inglaterra, válida pela primeira rodada do Grupo L da Copa do Mundo 2026, o meio-campista Luka Modric marcou história de forma atípica. O ídolo croata cometeu seu primeiro pênalti como jogador profissional, encerrando uma sequência impressionante que perdurou por mais de duas décadas no futebol de elite.
O lance foi desencadeado após Modric perder a posse de bola no próprio campo defensivo aos 12 minutos, gerando um escanteio a favor dos ingleses. Na cobrança do escanteio, o croata estendeu a perna em demasia ao tentar afastar o perigo e derrubou o atacante Noni Madueke dentro da área. O árbitro sinalizou imediatamente a infração.
Análise da estatística: 716 partidas sem cometer penalidades
Segundo registros do Sofascore, plataforma especializada em análise de dados futebolísticos, Modric havia completado 716 jogos consecutivos sem cometer uma penalidade. O feito torna-se ainda mais notável quando se considera que o jogador soma mais de mil partidas ao longo de sua carreira profissional, iniciada há mais de duas décadas.
Esta longevidade no futebol de alto nível, combinada com a precisão tática e controle corporal, havia mantido o craque croata livre dessa infração específica até agora. Estatísticas dessa natureza são raras no futebol moderno, especialmente entre jogadores que atuam na função de meia, posição que exige movimentação defensiva constante.
Conversão inglesa confirma vantagem no início do duelo
A penalidade foi convertida por Harry Kane, capitão da seleção inglesa. Na primeira cobrança, o goleiro Dominic Livakovic conseguiu fazer uma defesa, mas o árbitro determinou repetição do lance por violação das regras de execução.
Na segunda oportunidade, Kane não desperdiçou e abriu o placar para a Inglaterra. A sequência de eventos resumiu-se em poucos minutos, alterando significativamente o roteiro tático da partida desde seus momentos iniciais.
A Copa 2026 e o domínio da experiência: oito jogadores com 40 anos ou mais
A edição atual do torneio revela um fenômeno notável: oito atletas com 40 anos ou mais foram convocados para disputar a Copa do Mundo sediada por Canadá, México e Estados Unidos. Esse número surpreende ao superar, isoladamente, o total de todas as 22 edições anteriores do torneio, que contabilizaram apenas sete jogadores nessa faixa etária.
Historicamente, a maioria desses convocados era composta por goleiros, uma posição que permite maior longevidade competitiva. Roger Milla, atacante camaronês, permanece como referência ao ter marcado um gol aos 42 anos na Copa de 1994.
Os nomes que buscam entrar na história
Dentro deste seleto grupo, astros como Cristiano Ronaldo, com 41 anos, e Edin Džeko continuam disputando o torneio. Ambos integram a elite etária do Mundial, buscando potencialmente adentrar o restrito clube de jogadores com mais de 40 anos que marcaram gols em Copas.
Cristiano Ronaldo participa de sua sexta edição do torneio pela seleção portuguesa, igualando marcas históricas de longevidade no futebol internacional. A presença desses atletas demonstra que a experiência acumulada ainda representa fator competitivo relevante.
Craig Gordon e o recorde de idade: 43 anos em campo
O goleiro escocês Craig Gordon, com 43 anos, tornou-se o atleta mais velho da edição de 2026. Caso entre em campo durante o torneio, ocupará a segunda posição na lista de jogadores mais velhos a disputar uma Copa, ficando atrás apenas do egípcio Essam El Hadary, que defendeu sua seleção aos 45 anos contra a Arábia Saudita, em Volgogrado, na Copa de 2018.
Gordon integra o elenco escocês como opção reserva do titular Angus Gunn, sugerindo que sua participação dependerá de circunstâncias específicas durante o torneio. Sua presença na competição reforça a tendência de maior inserção de atletas veteranos nas estratégias das seleções modernas.





