PL sinaliza candidatos para presidência do Senado com força renovada em 2027

Com 29 cadeiras na próxima legislatura, partido bolsonarista precisa de apenas 12 votos adicionais para comandar a Casa Alta

PL sinaliza candidatos para presidência do Senado com força renovada em 2027
Rogerio Marinho e Davi Alcolumbre no Senado Federal. Foto: Líder da oposição no Senado Federal, senador Rogerio Marinho (PL-RN), e o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP)

O PL sinalizou que terá Rogério Marinho ou Tereza Cristina como candidatos à presidência do Senado em fevereiro de 2027, enfrentando o presidente atual Davi Alcolumbre

A nova composição do Congresso Nacional, que inicia em fevereiro de 2027, reconfigurou a disputa pelas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O PL sinaliza força renovada enquanto o centrão ligou o alerta para as eleições dos postos nas duas Casas.

As eleições para os cargos estão marcadas para 1º de fevereiro de 2027, quando os novos deputados e senadores tomarão posse. O cenário mais sensível é a disputa pela presidência do Senado.

O PL sinalizou que terá Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP) como candidatos à presidência do Senado. Marinho é coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial e contará com um cenário muito mais favorável para sua candidatura.

Com a nova legislatura, o PL terá 29 cadeiras no Senado. Para garantir o comando da Casa, o partido precisa somar apenas 12 votos adicionais aos seus. Senadores de outros partidos que receberam suporte da família Bolsonaro devem servir como base de apoio, entre eles Marcel Van Hattem (Novo-SC), Deltan Dallagnol (Novo-PR), Mara Rocha (MDB-AC) e Arthur Lira (PP-AL).

O cálculo no PL também envolve o resultado do segundo turno da eleição presidencial. Se Flávio vencer, a tendência é que o partido acumule ainda mais força. Partidos que apoiarem o bolsonarista no segundo turno, como PP e Republicanos, devem ganhar cargos na Esplanada dos Ministérios e buscarão aproximação com o PL como estratégia para aprovar projetos.

O presidente atual do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), busca a reeleição, mas enfrenta cenário desfavorável em comparação com 2025. Na legislatura anterior, Alcolumbre foi eleito com 73 votos dos 81 possíveis. Naquela ocasião, o PL tinha 14 senadores e apenas quatro votaram pelo seu adversário, Marcos Pontes (PL-SP).

Alcolumbre trabalha para manter a presidência mapeando votos de sua necessidade. O parlamentar deve ter apoio do União Brasil, seu próprio partido, que tem cinco senadores. Busca conquistar votos de partidos do centro que não declararam apoio aberto a Flávio Bolsonaro no segundo turno, como PSD (com cinco senadores) e MDB (com oito senadores).