PL oficializa Marinho ao Senado e busca acordo com Tereza Cristina

Partido quer evitar divisão de votos da direita contra Davi Alcolumbre na eleição pela presidência da Casa

PL oficializa Marinho ao Senado e busca acordo com Tereza Cristina
Senador Rogério Marinho (PL-RN). Foto: Valter Campanato/Agência Brasil – 28.jan.2020 — Foto: Senador Rogério Marinho (PL-RN)  • Valter Campanato/Agência Brasil – 28.jan.2020

O PL mantém intenção de lançar Rogério Marinho à presidência do Senado, mas negocia com Tereza Cristina para unificar candidatura da direita contra Davi Alcolumbre.

O PL (Partido Liberal) mantém a intenção de lançar Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado, mas ainda busca um entendimento com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para evitar a divisão de votos da direita na disputa contra Davi Alcolumbre (União-AP).

O líder do partido, senador Carlos Portinho (PL-RJ), afirmou à CNN que o partido deve insistir em um diálogo com Tereza, mas a prioridade é manter candidatura própria. A avaliação é que a candidatura de Marinho deve ser mantida enquanto avançam as negociações com outros partidos.

“O partido deve insistir em um diálogo com Tereza, mas a prioridade é manter candidatura própria.”

Segundo Portinho, Tereza Cristina participa da construção de um acordo para reunir a direita em torno de um único nome, mas a senadora tem negado intenção de desistir da disputa para apoiar o senador do PL. A definição sobre quem representará o grupo ficará para um segundo momento.

A estratégia é concentrar os apoios e evitar que candidaturas concorrentes favoreçam Alcolumbre. A preocupação com a divisão de votos é alimentada pela experiência de 2023, quando Marinho disputou a presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e foi derrotado por 49 votos a 32.

Portinho recordou que, até a véspera daquela eleição, o grupo acreditava contar com votos suficientes para vencer. A eleição para a presidência do Senado é realizada pelos próprios senadores, através de votação secreta entre os 81 membros da Casa, e ocorre no início de cada legislatura ou quando há vacância do cargo.

Aos bastidores, a oposição reconhece a força de negociação e o poder de barganha de Alcolumbre nas negociações sobre a composição das mesas diretoras do Congresso Nacional.