Ponta Grossa cresce, amadurece e muda de patamar

Os novos dados do PIB dos municípios, divulgados agora em 2025 com ano-base 2023, ajudam a confirmar um movimento que, em Ponta Grossa, já vinha sendo sentido no cotidiano, mas que agora se apresenta com clareza nos números. A cidade deixou de ser apenas uma economia em crescimento para se tornar uma economia em consolidação. Em 2023, o PIB ponta-grossense chegou a R$ 25,58 bilhões. À frente estão Londrina, com R$ 27,99 bilhões, e Maringá, com R$ 27,81 bilhões. A diferença, que por muitos anos foi larga e confortável para essas cidades, hoje é curta, mensurável e, sobretudo, real. Não se trata mais de promessa ou expectativa. Trata-se de trajetória


É importante explicar, de forma simples, o que esse número representa. PIB é tudo o que uma cidade produz em riqueza. Está ali a indústria, o comércio, os serviços, a logística, a construção civil, os empregos e a renda que circula. Quando o PIB cresce, mais empresas se instalam, mais pessoas trabalham, mais dinheiro gira e mais recursos retornam ao poder público em forma de serviços. Não é um dado distante da vida das pessoas. Ele se reflete no emprego, na renda e nas oportunidades que surgem.


O que torna o caso de Ponta Grossa especialmente relevante não é apenas o valor atual, mas a forma como ele foi construído. Entre 2006 e 2023, o PIB da cidade cresceu cerca de 484%. Em termos práticos, a economia ponta-grossense ficou quase seis vezes maior em 17 anos. Mais importante do que o tamanho desse crescimento é sua regularidade. Não houve quedas abruptas, longos períodos de estagnação ou saltos artificiais seguidos de recuo. Ponta Grossa atravessou diferentes ciclos econômicos nacionais, crises e até a pandemia mantendo crescimento contínuo. Isso caracteriza um desenvolvimento estrutural, baseado em uma economia diversificada e menos vulnerável a choques isolados.


Esse tipo de crescimento não acontece por acaso. Ele depende de planejamento, previsibilidade, capacidade técnica e continuidade administrativa. Nos últimos cinco anos, Ponta Grossa viveu algo pouco comum em sua história recente: estabilidade de gestão aliada a profissionalização da máquina pública. Elizabeth Schmidt assumiu a prefeitura em 2021, conduziu o primeiro mandato até 2024 e foi reconduzida, iniciando um novo ciclo em 2025. Mais do que a continuidade política, o período foi marcado por uma condução administrativa firme, com metas claras e valorização do trabalho técnico das secretarias.


Nesse processo, o papel dos secretários municipais foi decisivo. A Prefeitura passou a operar com maior integração entre planejamento e execução, e um exemplo claro disso está na Secretaria de Infraestrutura e Planejamento. A pasta deixou de ser apenas operacional para assumir protagonismo estratégico, incorporando visão de longo prazo, modernização de processos, qualificação técnica e maior capacidade de diálogo com investidores, órgãos de controle e a própria sociedade. O preparo e a modernização trazidos pelos últimos secretários deram à gestão mais eficiência, previsibilidade e agilidade, fatores essenciais para destravar obras, organizar a cidade e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento.


PIB não se cria por decreto, mas é impossível ignorar que uma administração organizada, com secretariado técnico e planejamento consistente, cria as condições para que a economia floresça. Em Ponta Grossa, isso se traduziu em projetos que saem do papel, em infraestrutura que acompanha o crescimento e em uma cidade mais preparada para receber novos investimentos.


É claro que toda cidade convive com disputas políticas. Há sempre quem prefira dedicar energia a interesses próprios, agendas pessoais ou conflitos que pouco entregam à população. Não é necessário citar nomes. A sociedade percebe. O que os números mostram é que, enquanto alguns trabalham para si, a gestão municipal manteve o foco na cidade. E Ponta Grossa, como organismo coletivo, seguiu avançando. Esse avanço não aparece apenas em discurso, aparece em dado oficial.


Hoje, Ponta Grossa já superou economias que antes estavam à sua frente, consolidou-se entre as maiores do interior do Paraná e encostou definitivamente em Londrina e Maringá. Isso não significa que a disputa esteja vencida. Significa algo mais relevante: ela existe. Até poucos anos atrás, essa possibilidade sequer era considerada. Agora, faz parte do debate real sobre o futuro econômico do estado.
A partir desse ponto, a discussão muda de nível. Não se discute mais se Ponta Grossa cresce, porque ela cresce. A questão passa a ser se esse crescimento será sustentado e bem administrado. Os números indicam que a cidade está pronta para brigar de perto pelo segundo lugar econômico do Paraná. O desafio agora é manter planejamento, capacidade técnica e responsabilidade administrativa para que esse avanço continue se traduzindo em oportunidades concretas para quem vive aqui. Porque, no fim das contas, PIB não é estatística fria. É emprego, renda, desenvolvimento e futuro.