Engenheiro agrônomo aponta que pH, fixação no solo e precipitação reduzem aproveitamento dos elementos aplicados

Especialista destaca o papel dos quelatos na manutenção de nutrientes em formas mais estáveis e disponíveis para as plantas
A eficiência da adubação não depende apenas da aplicação de nutrientes, mas também das condições que garantem sua disponibilidade para absorção pelas plantas, segundo Guilherme Ceccherini, engenheiro agrônomo e doutor em fitotecnia.
De acordo com o especialista, os quelatos desempenham papel fundamental na manutenção de determinados nutrientes em formas mais estáveis e disponíveis aos vegetais. Os quelatos são compostos químicos que envolvem minerais, permitindo que permaneçam acessíveis às plantas por mais tempo.
“A avaliação é de Guilherme Ceccherini, engenheiro agrônomo e doutor em fitotecnia, que destaca o papel dos quelatos na manutenção de determinados nutrientes em formas mais estáveis e disponíveis.”
Segundo Ceccherini, diversos fatores podem reduzir o aproveitamento dos elementos aplicados no campo. O pH do solo, a fixação de nutrientes, a precipitação e as interações químicas entre compostos são elementos que comprometem a eficiência nutricional.
A fixação de nutrientes ocorre quando elementos como ferro, zinco e manganês se ligam fortemente ao solo, tornando-se indisponíveis para as plantas mesmo quando presentes em quantidade adequada. Esse processo é particularmente intenso em solos com pH elevado.
A precipitação também influencia a disponibilidade nutricional. Chuvas excessivas podem lixiviar nutrientes para camadas mais profundas do solo, reduzindo a quantidade disponível na zona de raízes. Por outro lado, períodos de seca podem dificultar a movimentação de nutrientes até as raízes das plantas.
As interações químicas entre nutrientes também afetam sua absorção. Alguns elementos competem pelos mesmos sítios de absorção nas raízes, enquanto outros podem formar complexos insolúveis quando em contato direto, tornando-se inacessíveis.
O uso de quelatos permite contornar essas limitações, mantendo os nutrientes em formas que resistem melhor aos fatores edáficos e climáticos adversos. Essa tecnologia é especialmente importante para micronutrientes, que frequentemente enfrentam problemas de indisponibilidade mesmo quando aplicados em quantidade adequada.







