Segunda câmera foi encontrada em banheiro masculino de colégio em Cambé; dois policiais militares foram afastados

Câmera foi encontrada em banheiro — Foto: Reprodução/RPC
Secretaria de Educação do Paraná determinou que zeladores vistoriem colégios estaduais a partir desta sexta-feira para verificar se há outras câmeras em banheiros.
A Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR) informou que os zeladores de cada núcleo regional devem percorrer os colégios do estado a partir desta sexta-feira (23) para verificar se há câmeras em banheiros ou vestiários. A determinação ocorre após a descoberta de dois equipamentos de filmagem em um colégio cívico-militar de Cambé, no Norte do Paraná.
O primeiro equipamento foi encontrado na última segunda-feira (19) por uma estudante em banheiro feminino. A Polícia Civil (PC-PR) apreendeu o aparelho. Na quinta-feira (22), um segundo dispositivo localizado no banheiro masculino também foi recolhido pelos policiais.
Dois policiais militares que atuavam no colégio foram afastados das funções na quinta-feira (22). Na quarta-feira (21), a secretaria solicitou o afastamento da diretora e do vice-diretor da instituição.
No mesmo dia, o secretário Roni Miranda assinou uma resolução que proíbe câmeras em banheiros ou vestiários em qualquer ambiente escolar do Paraná. Segundo a Secretaria de Educação, a resolução entrou em vigor imediatamente após sua assinatura.
O colégio confirmou a instalação das câmeras e negou captar imagens de dentro das cabines. De acordo com a instituição, os equipamentos “estavam direcionados às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes”.
Segundo informações registradas em boletim de ocorrência pelas alunas, elas perceberam que o equipamento estava no local há aproximadamente três anos. A direção havia informado que se tratava de um sensor de fumaça para evitar que estudantes fumassem no ambiente.
Depois que a aluna encontrou a câmera, outro estudante fotografou o sistema de monitoramento do colégio e registrou como eram os vídeos captados. As imagens mostram o painel de controle do sistema.
O Ministério Público informou que apura o caso tanto na esfera cível como na criminal, por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Cambé, que tem atribuição na área da Educação. O órgão não divulgou quais crimes estão sendo investigados nem o prazo para conclusão da apuração.






